Hino da Padroeira

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terça-feira, 28 de maio de 2019

Renovação Carismática Católica realizará retiro espiritual aberto à comunidade

Ráurison Ribeiro, o filho do Altíssimo 
Da RCC 


O Grupo de Oração Sarça Ardente promoverá nos dias 31 de agosto e 1º de setembro um retiro espiritual voltado para a oração e acessível ao público em geral. As vagas são limitadas.


O retiro será fechado e acontecerá num local propício. O investimento individual para participação será de R$ 15,00. Podem se inscrever pessoas com idade a partir de 17 anos e que morem prioritariamente nos bairros que compõem nossa Paróquia, mas com disponibilidade também para os de outras paróquias da Capital.


O referido Grupo de Oração faz parte da Renovação Carismática Católica (RCC) paroquial e se reúne todas as segundas-feiras às 19h na Capela São Francisco das Chagas localizada na Rua Alberto Leal Nunes, 2000 (antiga Rua 8), bairro Lourival Parente. 


As inscrições poderão ser feitas a partir do dia 31 de maio nas reuniões do Grupo de Oração e ainda na Secretaria Paroquial (Igreja Matriz, bairro Morada Nova) e na Capela do Lourival Parente, nos seus respectivos horários de expediente. 


Reitera-se que o evento não é exclusivo para membros da RCC. Quaisquer dúvidas ou informações podem ser conferidas com a equipe de comunicação e inscrições pelo WhatsApp (86) 99939-4518.


Em tempo

Em setembro o Grupo de Oração Sarça Ardente realizará Seminário de Vida no Espírito Santo aberto à Comunidade. Será aos sábados na Capela São Francisco das Chagas e sem limite de vagas. Oportunamente traremos mais informações.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Família de nossa paróquia testemunha na TV a vivência familiar cristã

Ráurison Ribeiro, o filho do Altíssimo
Da RCC

Clemilton e Cleide são ministros extraordinários da Comunhão Eucarística na Comunidade Nossa Senhora do Carmo (Vila Concórdia)





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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

sábado, 25 de julho de 2015

Um banquete diferente

O episódio do milagre dos pães e peixes no Evangelho de João é cheio de simbolismo. Jesus é o novo Moisés: ele atravessa o mar rumo à liberdade e sobe ao monte para mostrar o sentido profundo dos mandamentos do Êxodo, que é a vida em abundância para todos a partir dos pequenos.

Estando próxima a festa da Páscoa, que era celebrada na capital Jerusalém, Jesus faz o caminho contrário, atravessando o mar da Galileia em direção aos povos pagãos. Ele propõe, assim, uma nova Páscoa, diferente, já não centralizada no templo, mas celebrada em torno à sua pessoa.

Jesus é sensível às necessidades da multidão que o segue. E, pondo à prova Felipe, provoca a todos nós hoje, responsabilizando-nos também pela solução da fome: “Onde vamos comprar pão para todos?”

André é a figura dos discípulos que dão atenção aos pequenos, à gente sem importância, representada pelo menino com cinco pães e dois peixes. Mas, mesmo atento aos pequenos, ele não consegue enxergar que a solução do problema vem por meio de quem nada conta.

Cinco pães e dois peixes, totalizando sete, é o número bíblico perfeito. Jesus pede que os discípulos façam a multidão acomodar-se na relva. É um banquete sem mesa, pois o que Jesus fará em seguida é saciar a fome da multidão, tornando-se ele mesmo a mesa em torno à qual o povo se reúne para celebrar a vida da nova aliança com Deus, aceitando a oferta da criança.

Dando graças a Deus pelo alimento e distribuindo-o em primeira pessoa à multidão, Jesus se torna ele mesmo pão que alimenta, no banquete onde o pouco se distribui e nada se perde e onde a popularidade fácil não tem vez.

A nova Páscoa, que o Mestre vai inaugurar com sua morte e ressurreição, é a celebração de Jesus que se doa a si mesmo para a vida eterna. Mas é também o compromisso sério para cada seguidor: ser sensível à necessidade material das pessoas, acreditar na força dos pequenos e, sobretudo, apostar numa lógica diferente, na qual não é preciso juntar para depois repartir. Na eucaristia, aliás, entregamos o pouco que somos e temos, para que Jesus seja o alimento para a vida de todos.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp

sábado, 18 de julho de 2015

Venham descansar

Após relatarem a Jesus os eventos de sua viagem missionária, os apóstolos são convidados a se retirar para descansar. Eram tantos os que procuravam Jesus e os seus discípulos, que, diz o evangelho, não tinham tempo sequer para comer. Ao se deslocarem para um lugar deserto, foram precedidos pela multidão com suas necessidades. Vendo-a, Jesus teve compaixão, ou seja, comoveu-se interiormente, como a mãe que vê o sofrimento dos seus filhos, pois eram como “ovelhas sem pastor”.

Venham para o descanso, diz Jesus aos seus. Todos, também os discípulos-missionários de Jesus, temos necessidade de descanso. Sobre isso o papa Francisco nos alerta, quando cita a “doença do martismo (que vem de Marta), da atividade excessiva, ou seja, daqueles que mergulham no trabalho, negligenciando inevitavelmente ‘a melhor parte’: sentar-se aos pés de Jesus. Por isso, Jesus convidou os seus discípulos a ‘descansar um pouco’, porque descuidar do descanso necessário leva ao estresse e à agitação. O tempo do repouso, para quem levou a cabo a sua missão, é necessário, obrigatório e deve ser vivido seriamente: passar algum tempo com os familiares e respeitar as férias como momentos de recarga espiritual e física; é preciso aprender o que ensina Coélet: ‘Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa’ (3,1)”. Os discípulos de Jesus trabalham e rezam, mas têm também necessidade do descanso, de momentos de lazer e de festa.

Vendo a multidão, Jesus “teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor”. A compaixão é sentir e encarnar em si a dor do outro. Ela é transformadora; quem a encarna não fica indiferente, mas faz algo para diminuir o sofrimento do outro. A fome do povo é capaz de fazer Jesus estremecer em suas entranhas, a exemplo de Javé em relação ao povo na travessia do deserto, em busca da terra prometida. Jesus não fica indiferente às necessidades do povo, não suporta ver as pessoas sofrendo. Ele adia o próprio descanso para atender os que o procuram. Ensina o povo a buscar saídas para as suas dificuldades.


Pe. Nilo Luza, ssp

domingo, 5 de julho de 2015

Jesus, vítima do preconceito

“Veio ao que era seu, e os seus não o receberam” (Jo 1,11). Foi o que se verificou entre Jesus e seus conterrâneos. Ele foi rejeitado. Os seus não quiseram acreditar nele como o Messias.
O evangelho deste dia apresenta-nos Jesus de volta a Nazaré, o berço da sua infância e juventude. Onde ele tinha os parentes e era bem conhecido. Era de esperar que tudo isso facilitasse seu ministério. Foi, no entanto, ocasião de rejeição. Após o primeiro momento de espanto ante sua sabedoria e seus milagres, os incrédulos nazarenos o repelem: “Não é este o carpinteiro, o filho de Maria? (…) E se escandalizavam dele” (Mc 6,3). Um secreto orgulho, egoísta e mesquinho, impede-os de admitir que um como eles, crescido sob seus olhos, operário pobre, pudesse ser profeta e, além disso, Messias, Filho de Deus. A modéstia, a humildade de Jesus é a pedra de escândalo em que esbarram, fechando-se à fé. E Jesus observa com tristeza: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares” (Mc 6,4). A incredulidade dos seus inibe-o de operar ali os grandes milagres realizados em outros lugares, porque Deus usa da onipotência só em favor de quem crê. Alguns, porém, provavelmente entre os mais humildes, certamente creram, também em Nazaré, pois nota Marcos: “(…) curou um pequeno número de enfermos, impondo-lhes as mãos” (Mc 6,5). Isso mostra que Jesus está sempre pronto para salvar quem o aceita como salvador.
O evangelho deste domingo nos oferece a sublime lição de reconhecer e valorizar as qualidades e virtudes daqueles que estão próximos de nós, daqueles que vivem conosco. Pois hoje em dia temos a tendência de dar maior valor ao que se passa longe de nossas realidades, de pensar que só os outros são inteligentes, justos, bem organizados, carinhosos, capazes de realizar boas coisas… enquanto tudo que acontece perto de nós é ruim, não vale nada. Quantas vezes desvalorizamos os dons dos nossos irmãos e irmãs da comunidade, só porque conhecemos sua família e sua vida?
Peçamos a Deus a graça de reconhecer e valorizar, sem preconceito, o que os nossos irmãos e irmãs têm de bom, sejam aqueles que convivem conosco, sejam os que vivem longe de nós. E a graça de aceitar, com humildade, os bons serviços que os outros nos prestam, independentemente da situação social deles ou de qualquer outra circunstância.

Pe. Gilbert Mika Alemick, ssp

domingo, 31 de maio de 2015

A missão de fazer discípulos de Jesus

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Tudo recomeça na Galileia. Jesus iniciou a sua missão ali e agora a Igreja é convidada a retomar o mesmo caminho dele. Iniciar na Galileia é ir às periferias econômicas e sociais, como nos ensina o papa Francisco. Com isso, Jesus reafirma o compromisso com os pobres e os sem importância para a sociedade.

O Evangelho de Mateus conclui com a despedida do Ressuscitado a seus discípulos. Antes de se despedir, porém, Jesus indica-lhes a missão e lhes deixa uma promessa.

A missão é fazer os povos discípulos de Jesus. Fazer discípulos não é fazer proselitismo, e sim fazer que as pessoas conheçam o projeto de Jesus e vivam segundo esse projeto. O batismo é o compromisso que deriva dessa adesão a Jesus.

A promessa de Jesus é esta: “estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”. Essas são as últimas palavras do Evangelho de Mateus. Portanto, não estamos sós e abandonados à própria sorte. Nossa grande alegria e esperança é que o Ressuscitado está conosco sempre e em todos os recantos.

O mistério da Trindade santa – um só Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo – é o fundamento da esperança, a força da caminhada e o conteúdo fundamental da fé. A solenidade da Santíssima Trindade é como que uma retrospectiva do ano litúrgico: o Pai que envia o Filho e o Filho que promete o Espírito, o qual anima a comunidade.

Reconhecer o Deus Trindade e comprometer-nos com ele é abandonar os falsos deuses ou os ídolos modernos que nos cercam a todo o momento: o consumismo desenfreado, o ter sempre mais, em prejuízo dos outros; o individualismo, que nos fecha os olhos aos irmãos necessitados; o comodismo, que nos imobiliza diante da necessidade de nos envolver com a transformação das estruturas injustas; o culto ao corpo, à beleza física, como sublimação de complexos e do mito da eterna juventude. Tudo isso caminha na contramão do que indica a Santíssima Trindade, que é relacionamento e compromisso. Nosso Deus é um Deus que ama, se relaciona e se compromete. É um Deus comunhão de vida.

Pe. Nilo Luza, ssp

sábado, 23 de maio de 2015

“Em nossas almas acendei o amor de Jesus”

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“A nós descei, divina luz! A nós descei, divina luz! Em nossas almas acendei o amor, o amor de Jesus! Em nossas almas acendei o amor, o amor de Jesus!”
Este refrão de um cântico muito conhecido ajuda-nos a captar um pouco da importância do Espírito Santo em nossa vida e na vida da Igreja.
O Espírito Santo é luz que clareia o caminho de nossa vida. Quando a vida parece estar por demais escura, confusa e não sabemos o que fazer, o Espírito de Deus alumia nosso entendimento e nos liberta do excesso de preocupação e do desespero. Ele nos ajuda a ter a calma necessária, a sabedoria de confiar em Deus e esperar o momento certo para cada coisa. Sua luz nos acode quando precisamos entender o que é certo e o que é errado, distinguir o bem do mal, livrando-nos de cometer injustiças ou de julgar os outros. A luz do Espírito divino traz alegria, consola nosso coração, pois nos faz perceber que Deus não nos abandona.
O Espírito Santo é luz que desce de Deus. É presente que recebemos dele. Essa luz não é conquista nossa, mas é derramada de forma gratuita, expressão da bondade divina. Diante do Espírito Santo, o que fazemos é abrir o coração e dispor-nos a fazer a vontade de Deus. A luz divina desce sobre nós e não a controlamos, pois o Espírito é força livre, que não se deixa prender em nossos esquemas.
O Espírito Santo desce sobre a Igreja e acende em seus membros o amor de Jesus. O fogo que o Espírito de Deus acende em nosso coração não nos deixa parados, mas nos faz agir. O Espírito é força, coragem para amar como Jesus amou. O Espírito nos faz ser construtivos, esclarece-nos que não há ressurreição sem cruz. A coragem de amar, a força para perdoar, a resistência para perseverar quando tudo parece sem sentido, tudo isso é o Espírito de Deus que acende em nós. Quando tudo parece frio, sem sentido, peçamos a luz do Espírito, que nos faz perceber as cores do amor de Jesus.
“Não é possível acreditar em Jesus Cristo sem ter parte no seu Espírito. É o Espírito Santo que revela aos homens quem é Jesus. Porque ‘ninguém e capaz de dizer: Jesus é Senhor, a não ser pela ação do Espírito Santo’ (1Cor 12,3). ‘O Espírito penetra todas as coisas, até o que há de mais profundo em Deus […]. Ninguém conhece o que há em Deus senão o Espírito de Deus’ (1Cor 2,10-11)” (Catecismo da Igreja Católica, n. 152).


Pe. Claudiano Avelino dos Santos, ssp

domingo, 17 de maio de 2015

COMUNICAR A BOA NOTÍCIA

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Se dependesse das notícias que são produzidas todos os dias, o mundo não teria futuro e, talvez, já tivesse acabado. De fato, há verdadeira fábrica de notícias que espalham a desesperança e enchem o coração humano de angústia, como se nada mais tivesse sentido de ser. Como se tudo estivesse num beco sem saída.
Jesus nos ensina o contrário. O mundo tem futuro, a humanidade é digna. Portanto, a comunidade cristã não pode cair na tentação de dar ouvidos aos profetas das desgraças. Ela deve dar ouvidos à palavra do Senhor: “Vão pelo mundo inteiro e anunciem a boa notícia a toda a humanidade” (Mc 16,15). Deve ser propagadora da esperança. Encontra-se na raiz de nossa vocação o signo da esperança. Aquela mesma esperança que moveu o coração do Criador desde o começo: “E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo era muito bom” (Gn 1,31).
Ocorre que o pecado manchou e estragou o sonho do Criador. Ocorre também que o pecado não venceu a bondade. A bondade triunfou. A bondade é o outro nome do amor. E o amor se fez carne, osso, sangue. O amor é Jesus, que se fez igual em tudo a nós, menos no pecado. É bom que se diga “menos no pecado”, porque Deus não negocia com o pecado. O pecado humilha, desumaniza, mata. Deus faz acordo com o amor. O amor alegra, acalma, enche a vida de sentido. O amor salva. Foi isso que Jesus fez durante todo o tempo de sua travessia na terra: “Tendo amado os seus do mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).
Amar até o fim quer dizer que, para além de todas as dores do mundo, há um amor capaz de ser fiel sempre. É o amor de Jesus que nos impulsiona. O mesmo amor que moveu o seu coração diante da dor do mundo. Amor compassivo, capaz de tocar a carne ferida dos sofredores da terra. Jesus teve sempre uma palavra de ânimo, de consolo e de esperança para anunciar. É nossa missão fazer o mesmo. Anunciar a boa notícia é questão de obediência ao que Jesus nos manda fazer.
Nesse sentido, a Igreja nos convida hoje a meditar o mandado de Jesus na perspectiva da comunicação no sagrado espaço familiar: “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor”. Façamos de nossas famílias o primeiro lugar da comunicação da boa notícia, do respeito, da convivência alegre, da fidelidade, da partilha das dores e da esperança.
Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Salve ó Cruz Libertadora, Fonte da Vida e da Paz!

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Na Sexta-Feira Santa somos convidados a beber do manancial da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e contemplar sua morte redentora. O fazemos não na tristeza ou no dolorismo de uma derrota, mas na confiança e serenidade da fecundidade do grão, da certeza que nos dá a esperança e na fidelidade misericordiosa do Pai às promessas.
Acompanhamos a São João para quem a Cruz é o trono e o troféu da vitória sobre o pecado e a morte, Jesus nos ama até o fim, consumando a perfeição o projeto de salvação do Pai da ternura e bondade. Mas este mistério não é apenas lembrado mas vivenciado e atualizado na Igreja que sofre, e nos milhares de crucificados de hoje. A Cruz de Cristo continua atraindo e abraçando a todas as pessoas injustiçadas, oprimidas, deixadas a margem da vida, continua sendo um sinal de conversão e apelo à consciência de autoridades políticas corrompidas e violentas, impulsionando o testemunho de tantos homens e mulheres de boa vontade que amparam e defendem os pobres compartilhando o seu destino e a sua sorte.

quarta-feira, 25 de março de 2015

25 de Março - Solenidade da Anunciação do Senhor


Hoje, no «Alegra-te, cheia de graça!» (Lc 1,28) escutamos pela primeira vez o nome da Mãe de Deus: Maria (segunda frase do arcanjo Gabriel). Ela tem a plenitude da graça e dos dons. Chama-se assim: «kecharitoméne» , «cheia de graça» (saudação do Anjo).

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Possivelmente com 15 anos e só, Maria tem que dar uma resposta que mudará a história inteira da humanidade. São Bernardo suplicava: «Oferece-se te o preço de nossa Redenção. Seremos libertos imediatamente, se dizei que sim. O orbe todo está a seus pés esperando sua resposta. Ó minha senhora, dizei uma palavra e recebei a Palavra proferi uma palavra e recebei a palavra divina, dizei uma palavra transitória e recebei a eterna, Deus espera uma resposta livre e cheia de graça, representando a todos os necessitados da Redenção, responde: «Génoitó moi» Faça-se em mim! A partir de hoje Maria fica livremente unida à Obra do seu Filho, hoje começa sua Mediação. A partir de hoje é Mãe dos que são um só, em Cristo Jesus (Gal 3,28).

Bento XVI disse em uma entrevista; «Ousai decisões definitivas, porque na verdade são as únicas que não destroem a liberdade, mas lhe criam a justa direção, possibilitando seguir em frente e alcançar algo de grande na vida. Sem dúvida, a vida só pode valer se tiverdes a coragem da aventura, a confiança de que o Senhor nunca vos deixará sozinhos. Eu digo-vos: Coragem! Tomar o risco - o salto ao decisivo - e com isso aceitar a vida por inteira, isso desejo transmitir». Maria: Eis aqui um exemplo!

domingo, 22 de março de 2015

Reflexão para o 5° Domingo da Quaresma

Liberdade até o fim
Jesus, em toda a sua vida pública, esteve pleno do Espírito Santo. Para destacar a presença do Espírito em Jesus, o evangelho narra a descida dele sobre o Senhor nas águas do Jordão, quando o “céu se abriu” (Lc 3,21). Cheio do Espírito e movido por ele (Rm 8,13), Jesus vai ao deserto repetir a experiência de Moisés e do povo (Ex 16,35; 24,18; Nm 14,33) e, de certa forma, a de Adão no paraíso. Nem Adão nem o povo superaram a prova, pois, não estavam repletos do Espírito Santo.
A Quaresma, isto é, os 40 dias que estamos vivendo liturgicamente, significam a experiência de uma nova etapa da vida, pela qual nos tornamos plenos do Espírito para bem realizarmos a atividade missionária. Na realização do projeto de Deus, não podemos vacilar. É pelo Espírito que vencemos as tentações.
Ir ao deserto, portanto, é intensificar a experiência de Deus e firmar as opções fundamentais. Jesus foi ao deserto, mas não sozinho, tampouco esteve abandonado. Mais tarde, no momento da cruz, quando completar seu caminho e realizar plenamente a missão, naquela hora em que tudo parecerá vazio, quando tudo será dor, o seu grito ecoará confiança e não desespero: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46).
No relato do evangelho de hoje (Jo 12,20-33), Jesus se expressa com certa angústia ao se aproximar a hora da cruz. Com a liberdade que lhe é própria, é capaz de enfrentar as consequências de uma vida tecida pela liberdade. Daí, de novo, expressar toda a sua confiança naquele ao qual serve de todo o coração: “Pai, glorifica o teu nome” (Jo 12,28). Glorificar o nome de Deus é não desistir nunca da vida, mesmo diante da cruz.
Somos a comunidade dos seguidores e seguidoras de Jesus. Desse modo, somos chamados à fidelidade ao projeto de Deus. Mas é preciso ressaltar: seremos fiéis se movidos pelo Espírito. O Espírito é dom (Gl 3,1-5).
Nesse sentido, a comunidade, mesmo passando por tentações, se guiada pelo Espírito, é capaz de superar todas as adversidades. Os discípulos de todos os tempos e lugares, a exemplo de Jesus, são chamados a empreender esforços para não se desviar do caminho. Caminho que tem o Espírito como guia. É pelo Espírito que a comunidade vencerá todas as tentações e realizará com alegria a aliança de amor, que jamais se quebrará, porque impressa pelo Espírito em nosso coração.

Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp

domingo, 15 de março de 2015

Reflexão para o 4º Domingo da Quaresma

DEUS AMA A HUMANIDADE

Jesus, no trecho do diálogo com Nicodemos que ouviremos hoje, declara que Deus amou o mundo e enviou seu Filho para viver com a humanidade e para que as pessoas vivam em plenitude. Nessa altura do diálogo, Nicodemos já não aparece. Não se sabe se terá voltado atrás ou aderido à nova proposta de Jesus e se deixado envolver pela sua luz reveladora. O certo é que ele não diz mais nada nem pergunta. Estaria escutando e aprendendo do Mestre para se abrir à revelação?

Nicodemos sai de cena, entramos nós. Somos ciosos de conhecer a revelação de Deus. Mais do que falar, somos convidados a escutar o que o Mestre quer nos revelar. Sua revelação é algo essencial, realmente central no Evangelho de João: “Deus amou tanto o mundo, que deu seu Filho único, para que não morra quem nele acredita, mas tenha a vida eterna”. Essas palavras são as mais importantes e as que iluminam todo o evangelho, fundamentam toda a ação de Jesus.

Se Deus ama o mundo, ama todo ser humano, ama cada um de nós. A prova desse amor está na cruz. Jesus não a recusou por fidelidade ao Pai e por amor à humanidade. Daí vem também nossa salvação, ao acreditar no Crucificado e aderir a ele. Cristo na cruz abraça toda a humanidade, não exclui ninguém. Abraço que deve ser aceito livremente por cada um; recusá-lo é recusar a luz (o amor de Deus) e permanecer nas trevas (fora do abraço amoroso do Pai). Jesus na cruz é o sinal de nossa salvação e a luz que brilha e ilumina nossa vida, revelando o que há de bom (luz) e o que há de mau (trevas) em cada um, na comunidade e na sociedade.

Olhar para Jesus “levantado” na cruz significa crer nele – o que não é apenas um gesto de adesão intelectual, mas compromisso com seu projeto – e acolher sua mensagem dirigida a toda a humanidade. Identificar nossa vida com a dele significa assumir sua prática em favor dos mais necessitados. “Gastar” a vida por amor é a maneira mais nobre de valorizá-la e fazer dela o grande dom para Deus e para os irmãos.

Pe. Nilo Luza, ssp

domingo, 8 de março de 2015

3° Domingo da Quaresma

Deus e o comércio
Jesus encontrou vendedores no templo explorando o comércio de bois, ovelhas e pombas. Fez um chicote, expulsou-os dali e esbravejou, dizendo que não deveriam fazer da casa de seu Pai um mercado. A atitude de Jesus nos faz pensar no modo como nossas comunidades lidam com o dinheiro.

Seria impossível nossas comunidades se organizarem sem dinheiro. Entretanto, muitas vezes, apesar das boas intenções, há quem dê tanto destaque a campanhas de arrecadação, rifas, leilões e festas, que fica a impressão de que a coisa mais importante de uma comunidade é arrecadar fundos. Ou ainda a ênfase dada ao dízimo é tão grande, que a própria celebração da Palavra pode ficar em segundo plano. Por vezes, os convites para as festas e quermesses ocupam quase o mesmo tempo que a homilia.

A função central da comunidade é cumprir o mandato de Jesus de celebrar e viver a sua Palavra. O dízimo deve ser incentivado como compromisso e expressão concreta de doação, e não para separar a comunidade em dizimistas e não dizimistas. A salvação é graça de Deus, e não há dinheiro que a compre. Seria escandaloso se em alguma comunidade cristã o caixa estivesse cheio e houvesse algum irmão passando grave necessidade.

Jesus não tolerou a transformação do templo – lugar que deveria ser de encontro das pessoas para louvar a Deus – em centro comercial. Não porque o comércio seja coisa má. Ao contrário, é uma atividade tão digna quanto a agricultura, o ensino, a indústria. As atividades econômicas, por si, são formas inteligentes de distribuir os bens e recompensar aqueles que trabalham. No entanto, não podem ser exercidas de qualquer modo, pois atividade nenhuma pode estar acima do bem-estar integral do ser humano. Nossas comunidades não só podem, como também devem ocupar-se da sua organização financeira. Mas a organização financeira existe para dar suporte às atividades pastorais, socorrer os necessitados, manter o local das celebrações limpo e organizado. Tudo isso para a glória de Deus, e não para o luxo de uns poucos. O papa Francisco tem nos dado muito bom exemplo a esse respeito.

O que dizemos da comunidade, também podemos aplicar a cada um de nós: não nos transformemos em escravos do dinheiro. Somos o templo de Deus. Não exploremos nossos irmãos, eles são também templo de Deus.


Pe. Claudiano Avelino dos Santos, ssp

terça-feira, 3 de março de 2015

Paroquiano conta a experiência de ser jovem na universidade

Ráurison Ribeiro, o filho do Altíssimo
Da RCC


Experiência vivida junto ao Ministério Universidades Renovadas da Renovação Carismática Católica quando cursou Bacharelado em Direito na Universidade Estadual do Piauí (Uespi).





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domingo, 22 de fevereiro de 2015

1º Domingo da Quaresma

        O TEMPO SE CUMPRIU: O REINO ESTÁ PERTO
Jesus, logo após o batismo, é conduzido pelo Espírito ao deserto, onde se prepara para a missão e é tentado por satanás. O deserto é o lugar de retiro em vista de uma missão, mas também lugar de desafios e de provas. Após a experiência no deserto  a exemplo do povo de Israel  e em seguida à prisão de João Batista, Jesus sai do anonimato, dirige-se à Galileia e começa a pregar: “O tempo se cumpriu e o reino de Deus está perto”. Essas são as primeiras palavras de Jesus relatadas no Evangelho de Marcos.

Marcos não detalha as tentações de Jesus, apenas diz que ele foi tentado por satanás, o adversário do seu projeto. Jesus, o novo Adão que não sucumbe à tentação da serpente, ensina-nos que é possível vencer as tentações. O Espírito que o levou ao deserto e o fortalece contra a tentação é o mesmo que recebemos no batismo. Diariamente somos desafiados a viver com fidelidade seu projeto. Ao longo da vida, assumimos opções e fazemos escolhas, mostrando até que ponto somos de fato discípulos missionários de Jesus no dia a dia. 

O tempo se cumpriu, o reino está próximo e é hora de conversão. Não é mais tempo de espera. Deus vem instaurar seu reino no meio da humanidade. Portanto, é ocasião de agir, já não cabe esperar. Com Jesus chegou à boa notícia para o povo, é momento de aderir ao seu reino. O forte apelo de conversão acompanha a Quaresma toda. Pela palavra de Deus, o cristão é convidado continuamente à conversão, ou seja, à mudança de mentalidade e de atitudes. A conversão envolve a pessoa em sua totalidade e determina novo rumo em sua vida.

Ora, o reino inaugurado por Jesus é algo que não se concretiza de forma mágica nem se impõe de forma violenta. Ele vai acontecendo à medida que nos convertemos a ele e aderimos ao evangelho. O reino de Deus só estará realizado quando a vida das pessoas estiver conforme o desejo do Pai. Satanás continua sendo o grande obstáculo do reino; como tentou Jesus, continua tentando a humanidade.
Pe. Nilo Luza, ssp

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Jesus, defensor dos fracos

A Cura do Leproso purificado. Ilustração.
Jesus é fiel ao projeto do Pai, por meio do anúncio do evangelho do reino e da realização de sinais que manifestam o amor de Deus. Assim, ele vence as forças da morte e quer reunir todos os homens e mulheres como membros participantes da comunidade da vida nova, a Igreja. Tomando o partido dos fracos, oprimidos e marginalizados, Jesus opôs-se aos mecanismos de exclusão presentes nos mais diversos âmbitos da vida social, como a política, a cultura e a religião. Como narra o evangelho, ele atua na contramão do modo de ver e agir da sociedade de seu tempo ao posicionar-se sem preconceito diante da doença e dos doentes, manifestando, dessa forma, a compaixão do Pai para com os pequeninos.
De fato, na época de Jesus, a doença de pele era concebida como castigo de Deus ao pecador. O doente era discriminado, não podia se apresentar em público nem conviver com as pessoas consideradas saudáveis. É o caso do homem de cuja doença o evangelho de hoje nos fala.
A boa-nova convida-nos a contemplar o amor misericordioso, a compaixão e a ternura que Jesus manifestava quando encontrava os doentes. Ele se solidariza com os rejeitados e sofredores e liberta-os, proporcionando-lhes cura e reintegração na comunidade. Jesus ensinava a solidariedade com gestos concretos, não apenas com palavras ou discursos abstratos.
Hoje em dia, há muitas atitudes e comportamentos que deixam as pessoas às margens da sociedade, tais como o egoísmo, a falta de amor e de sensibilidade para com os irmãos e irmãs e tantas formas de injustiça no contexto econômico e social.
Nós, que cremos em Jesus, somos convidados a seguir os seus passos. Conforme o Documento de Aparecida, “de nossa fé em Cristo nasce também à solidariedade como atitude permanente de encontro, irmandade e serviço. Ela (a fé) há de se manifestar em opções e gestos visíveis, principalmente na defesa da vida e dos direitos dos mais vulneráveis e excluídos”.
A atitude de Jesus quer nos mostrar que a misericórdia de Deus é para todos, não deixando ninguém à margem da vida. Todos estão convidados a participar da vida em comunidade. Quais oportunidades nossa comunidade oferece como meios de reintegração aos que são marginalizados pelos mais diferentes motivos?
Pe. Gilbert Mika Alemick, ssp                                     

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Senhor, tende piedade de nós!

Frei Joaquim Fonseca, OFM

O “Senhor tende piedade de nós” ou Kyrie eleison pertence ao bloco de cantos que constituem o próprio rito da celebração eucarística, ou seja, o que costumamos chamar de “ordinário da missa”.

A Instrução Geral sobre o Missal Romano nos lembra que o Kyrie, eleison, é uma aclamação e invocação da misericórdia do Senhor[1], o Kyrios. Embora consciente da dificuldade de se precisar a origem da invocação “Senhor, tende piedade de nós” e sua inclusão no rito da missa, testemunhos antigos nos revelam que os Kyrie estavam relacionados com a resposta da oração dos fiéis, na liturgia da Palavra da missa e na Liturgia das Horas. A cada invocação o povo respondia com o Kyrie, eleison. Mais tarde, este canto foi incluído nos ritos iniciais da missa após o ato penitencial ou como uma variante deste[2]. Vale lembrar que o Kyrie, eleison não deve ser confundido com o ato penitencial. O Kyrie, eleison constitui outro rito, com autonomia própria.

A mesma Instrução Geral nos recomenda que este canto seja executado por toda a assembleia. Esta orientação certamente vem corrigir os desvios históricos onde o Kyrie, eleison se transformou em uma peça musical para ser executada por musicistas especializados de coros e orquestras. Quanto à assembleia, esta praticamente se limitava à escuta. O mesmo aconteceu com o “Glória”. Mas desse último falaremos mais adiante.

O Kyrie é, portanto, uma aclamação suplicante a Cristo-Senhor e não uma forma de invocação trinitária como foi equivocamente interpretada por muito tempo. É o canto da assembleia reunida que invoca e reconhece a infinita misericórdia do Senhor. Aliás, Kyrios foi o nome mais comum dado a Cristo ressuscitado pelos primeiros cristãos.

Quanto à execução, via de regra, todo e qualquer canto que pressupõe um solista, o acompanhamento instrumental deverá ser sóbrio e discreto ou seja: o suficiente para que toda a assembleia possa escutar as palavras do texto. Quando a assembleia intervier, os instrumentos poderão tocar com um pouco mais de vigor.


[1] Cf. IGMR 52.
[2] No atual Missal Romano, a fórmula 3 do ato penitencial apresenta algumas invocações que são concluídas com o “Senhor, tende piedade de nós”. Quando se usa esta fórmula ou outra similar durante o ato penitencial, a IGMR recomenda que sejam supressas as invocações do “Senhor, tende piedade” que vêm logo a seguir.



sábado, 17 de janeiro de 2015

O canto de abertura da missa para “acolher o celebrante”?

Frei José Ariovaldo da Silva, OFM


A missa está para começar. A hora chegou. O sino tocou. Todos se acomodaram no recinto sagrado. Tudo arrumado. Instrumentos musicais afinados. Concentração geral. O presidente da celebração, ladeado pelos demais ministros e ministras (diácono, acólitos, leitores, ministros da comunhão eucarística, portador da cruz processional, portadores de velas etc.), à porta principal da igreja, prontos para a procissão de entrada. De repente, ouve se
o convite do(a) comentarista: “Irmãos e irmãs, vamos acolher com alegria o nosso celebrante [às vezes até se diz o nome dele] e os ministros com o canto de entrada”.

Ouvindo certa vez este convite, pensei em pesquisar sobre a finalidade do canto de abertura da celebração. E isso com base numa dúvida que me surgiu na cabeça: Será que a finalidade do canto de entrada é mesmo a de acolher o celebrante e seus ministros?

Olhando a Instrução Geral sobre o Missal Romano, fui descobrir que esse canto faz parte dos ritos iniciais da celebração. E qual é a finalidade destes ritos? É “fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia” (n. 46). Em seguida se diz:
“Reunido o povo, enquanto o sacerdote entra com o diácono e os ministros começam o canto de entrada. A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros (grifo meu)” (n. 47).

Reparem bem a finalidade do canto de abertura: abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros. Isso por quê? Porque esse canto faz parte dos ritos iniciais. Assim sendo, ele visa contribuir (também) para que “os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

E vejam como nosso irmão músico e teólogo liturgista Frei Joaquim Fonseca explicita em outras palavras o que vimos há pouco. Escreve ele: O canto de abertura “tem como principal finalidade constituir e congregar a assembléia, introduzindo-a no mistério que será celebrado. Se este canto estiver devidamente integrado ao momento ritual (dos ritos iniciais), em consonância com o tempo do ano litúrgico, com o tipo de celebração, com as características da assembleia..., ele cumprirá sua função de reunir os irmãos e irmãos no mesmo sentir.

A assembléia assim reunida é sinal sacramental da Igreja, corpo místico de Cristo, e estará preparada para escutar a palavra e para participar da mesa eucarística” (Cantando a missa e o ofício divino, São Paulo, Paulus, p. 15). Em outras palavras, poderíamos então dizer: O canto de abertura visa no fundo levar nos a fazer a experiência de sermos um Povo convocado e reunido pelo próprio Deus em sua casa e, aí, sentirmo-nos de fato assembleia do Senhor, povo sacerdotal, corpo de Cristo... Que coisa linda e maravilhosa!


E aí eu chego à conclusão: Dizer que o canto de abertura tem como função simplesmente “acolher” o celebrante (o sacerdote) e seus ministros, é muito pouco. Pouco demais. E até empobrece o seu verdadeiro sentido. Esse canto não existe para “acolher” sacerdote e seus ministros mas, no fundo, para nos levar a sentir que todos (inclusive o sacerdote e os ministros) somos acolhidos: Acolhidos por Deus!... Leva-nos a nos sentir congregados por Deus como seu Povo e unidos pelo Espírito como corpo de Cristo para a escuta atenta da Palavra e a celebração digna da Eucaristia. É toda a assembléia que deve sentir-se acolhida e unida, no embalo do canto de abertura que acompanha a ação ritual da procissão de entrada.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O Tempo Comum

Josiano Soares
Secretário paroquial



O tempo comum começa no dia seguinte à festa do Batismo do Senhor e vai até a terça-feira de carnaval, inclusive. Interrompido pelo ciclo pascal. Recomeça na segunda-feira depois de pentecostes e termina no sábado anterior ao 1º domingo do advento.


Sentido

O domingo é a páscoa de cada semana, dia da reunião da comunidade para escutar a Palavra e fazer a Ceia em memória da morte e ressurreição de Jesus. Os primeiros domingos do tempo comum são marcados por um clima de manifestação do Senhor, da sua missão no mundo e do chamado dos discípulos. A atitude destes domingos é sugerida pela voz do Espírito que desceu sobre Jesus nas águas do Jordão: “Tu és meu Filho amado, o meu predileto”! Contemplamos Jesus como o iniciador do reino. Além do domingo, como festa semanal, celebram-se nesta primeira parte as festas da Apresentação do Senhor e a festa da Conversão do apóstolo Paulo.


Símbolos

O gesto simbólico que caracteriza o domingo como dia memorial da páscoa é sempre a reunião da comunidade em torno das Mesas da Palavra e da Eucaristia. O evangelho de cada celebração às vezes inspira um símbolo ou gesto simbólico que marca um determinado domingo. Para ressaltar a dimensão pascal do domingo, está previsto oração e aspersão da água (no lugar do ato penitencial). Há ainda as músicas que expressam o sentido de cada domingo.


O Tempo Comum ocupa a maior parte do ano litúrgico. O fato de ser denominado “Tempo Comum” não significa que seja menos importante. Antes mesmo de se organizarem as festas anuais (Natal e Páscoa), com seus tempos de preparação e prolongamento, o Tempo Comum foi à primeira realidade na vivência do Mistério Pascal.


Na experiência das primeiras comunidades existia apenas a sucessão de domingos e semanas, ao longo do ano, tendo o domingo como dia maior, que congregava os irmãos e irmãs em torno da Palavra da Eucaristia. Quando, mais tarde, foram organizados o ciclo da Páscoa e o do Natal, foi para celebrar com mais intensidade, num tempo determinado, o que já fazia parte do cotidiano das comunidades.


O Tempo Comum nos reconcilia com o normal e nos ajuda a descobrir o dia-a-dia como tempo de salvação, segundo a promessa do ressuscitado: ”Estarei com vocês todos os dias”. O Senhor se revela a nós nos acontecimentos do dia-a-dia, em nossas vivências e cansaços, na convivência, no trabalho... No interior de cada dia, damos prova de nossa fidelidade. É o esforço de buscar, no cotidiano da vida, o mistério do Senhor acontecendo entre experiências de morte e ressurreição.


No Tempo Comum, celebramos, portanto, o mistério de Cristo em sua totalidade (Encarnação, Vida, Morte, Ressurreição e Ascensão) e não um ou outro aspecto do mistério. É o que o distingue dos demais tempos. A tônica recai sobre o evangelho de cada domingo. Aí temos a espiritualidade a ser vivida durante a semana. A vida cotidiana é lida à luz do mistério do Senhor. Nesse longo período do ano litúrgico, devemos prestar especial atenção ao lecionário, tanto dominical como semanal.


É a tarefa cotidiana de trazer a Páscoa para nossa vida. A partir da vida do Senhor, aprendemos dele o que significa e implica ser discípulo. Em companhia dos discípulos que deixaram tudo para seguir o Mestre, junto com todo o povo de Deus, esse povo que coloca em Jesus suas esperanças, acompanhamos o Mestre na sua caminhada missionária. Em cada um dos acontecimentos que ocorrem no caminho, Deus vai revelando o mistério de Jesus e nós vamos sendo convidados a aderir mais profundamente e com mais amor, a Sua pessoa e a Sua causa.


Nos acontecimentos cotidianos da vida e da caminhada de Jesus, vamos percebendo o mistério maior que está presente também em nossa vida, tanto nos acontecimentos extraordinários como também naqueles que nos parecem banais e rotineiros. Em todos eles, é Deus que está presente, é Deus que nos chama, nos fala, nos toca, nos convida ao seguimento de Jesus, nos envia como testemunhas das realidades em que vivemos Cada domingo é, assim. Uma visita de Deus para nos renovar, para libertar o seu povo, para nos unir mais a Ele e entre nós. Como sempre, Ele tudo pode, mas preferiu contar com a nossa participação.