Hino da Padroeira

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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

“Ano Mariano é para celebrar, comemorar e reaprender com Nossa Senhora”, afirma dom Sergio

Do portal da CNBB, adapt.


Ontem, quarta-feira, 21 de setembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou ato oficial de lançamento do Ano Mariano, com uma celebração na sede da entidade, em Brasília/DF. A cerimônia contou com a participação da presidência da CNBB, membros do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), organismos vinculados à Conferência e colaboradores que atuam na sede.


Na ocasião, com a ajuda dos colaboradores, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi entronizada no auditório da CNBB e posta no centro do espaço. Leituras bíblicas, cantos, textos reflexivos e uma mensagem do papa Francisco foram meditados, lembrando a devoção à rainha e padroeira do Brasil.


De acordo com o arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, dom Sergio da Rocha, o período convida os brasileiros a voltarem o coração para Nossa Senhora. “É um ano para celebrar, para comemorar, para louvar a Deus, mas também para reaprender com Nossa Senhora como seguir Jesus Cristo, como ser cristão hoje”, enfatizou.

O bispo falou também sobre as expectativas para o Ano. “Nós esperamos muito que o Ano Mariano possa ser de intensa evangelização com Maria, contando com a sua proteção, seguindo os seus exemplos, mas sendo essa Igreja em saída, essa Igreja misericordiosa, que a exemplo de Nossa Senhora vai ao encontro dos irmãos para compartilhar a alegria do Evangelho de Jesus Cristo – alegria da fé em Cristo”, disse.


No final, dom Sergio exortou para que o Ano Mariano seja vivido intensamente por toda a Igreja no Brasil. “Que este momento seja para a evangelização, para a missão, tendo presente o exemplo, as lições que Nossa Senhora nos deixa, mas também recorrendo com confiança a sua intercessão materna”, finalizou o bispo.


Ano Nacional Mariano

O Ano Nacional Mariano foi proclamado pela CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas Águas do Rio Paraíba do Sul. A iniciativa será celebrada a partir do dia 12 de outubro até o dia 11 de outubro de 2017.


Em carta enviada aos bispos de todo o Brasil, a presidência da CNBB considera a celebração dos 300 anos “uma grande ação de graças” e recorda que todas as dioceses do país se preparam, desde 2014, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora, que percorre cidades e periferias.


Confira, abaixo, a mensagem na íntegra:

Mensagem à Igreja Católica no Brasil


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas águas do rio Paraíba do Sul, instituiu o Ano Nacional Mariano, a iniciar-se aos 12 de outubro de 2016, concluindo-se aos 11 de outubro de 2017, para celebrar, fazer memória e agradecer.


Como no episódio da pesca milagrosa narrada pelos Evangelhos, também os nossos pescadores passaram pela experiência do insucesso. Mas, também eles, perseverando em seu trabalho, receberam um dom muito maior do que poderiam esperar: “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe”. Tendo acolhido o sinal que Deus lhes tinha dado, os pescadores tornam-se missionários, partilhando com os vizinhos a graça recebida. Trata-se de uma lição sobre a missão da Igreja no mundo: “O resultado do trabalho pastoral não se assenta na riqueza dos recursos, mas na criatividade do amor” (Papa Francisco).


A celebração dos 300 anos é uma grande ação de graças. Todas as dioceses do Brasil, desde 2014, se preparam, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que percorre cidades e periferias, lembrando aos pobres e abandonados que eles são os prediletos do coração misericordioso de Deus.


O Ano Mariano vai, certamente, fazer crescer ainda mais o fervor desta devoção e da alegria em fazer tudo o que Ele disser (cf. Jo 2,5).


Todas as famílias e comunidades são convidadas a participar intensamente desse Ano Mariano.


A companhia e a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida nos ajude a progredir como discípulas e discípulos, missionárias e missionários de Cristo!


+Dom Sergio da Rocha 
Arcebispo metropolitano de Brasília/DF e presidente da CNBB

+Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo metropolitano de São Salvador da Bahia/BA e vice-presidente da CNBB

+Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo auxiliar de Brasília/DF e secretário-geral da CNBB


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Bispos do Piauí laçam nota sobre as eleições 2016

Do site do Regional Nordeste 4 da CNBB, imagens de internet


CARTA PASTORAL

“Escutai, os que esmagais o pobre, que excluis os humildes do país, comprando o fraco por dinheiro, o indigente por um par de sandálias…” (Am 8, 4.6).


As nossas Igrejas sentem o clamor de “quantos estão fatigados e oprimidos” (cf. Mt 11, 28), vítimas de violência e de fanatismo, discriminação e exclusão, injustiça social, pobreza e fome.


Como bispos das Igrejas Diocesanas do nosso Regional Nordeste IV da CNBB, que compreende o Estado do Piauí, queremos dirigir uma mensagem de esperança, ânimo e coragem. Os cristãos católicos, de maneira especial, são chamados a dar a razão de sua esperança (cf. 1Pd 3, 15) nesse tempo de profunda crise pela qual passa o Brasil.


Sonhamos e nos comprometemos com um país democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência, discriminação, mentiras e com oportunidades iguais para todos. Somente com a participação cidadã de todos os brasileiros e brasileiras é possível a realização desse sonho.


Esta participação democrática começa no município. Se quisermos transformar o Brasil comecemos por transformar os municípios. As eleições são um dos caminhos para atingirmos essa meta. Os cristãos não podem “abdicar da participação na política” (S. João Paulo II). O beato Paulo VI já afirmou que o mundo vasto e complexo da política, da realidade social e da economia é campo próprio dos leigos (EM 70). O Papa Francisco afirma que é tarefa dos leigos de se envolver na política, e não se pode lavar as mãos como Pilatos.


No mundo da política, sendo a missão do cristão leigo direcionado de modo especial para a participação na construção da sociedade sejam eles motivados a participar nos partidos políticos e serem candidatos para o executivo e legislativo, contribuindo, deste modo para a transformação social. Por isso a participação partidária dos padres conflita com a sua missão própria de configuração do Cristo Pastor. Assim reafirmamos que os clérigos observam as prescrições canônicas nesta matéria e se tornem verdadeiros pastores que saibam conduzir o rebanho que lhes foi confiado na construção da comunhão e na busca da verdade. Assim como o leigo não pode substituir o pastor, o pastor não pode substituir os leigos e leigas no que lhes compete por vocação e missão (Doc. 105 CNBB nº 8).


É missão dos leigos, de maneira singular, a exigência do Evangelho em construir o bem comum na perspectiva do Reino de Deus. Contribui para isso a participação consciente no processo eleitoral, escolhendo e votando em candidatos honestos e competentes. A cidadania não se esgota no direito-dever de votar, mas se da também no acompanhamento do mandato dos eleitos.


As eleições municipais têm uma atração e uma força pela proximidade dos candidatos com os eleitores. Se, por um lado, isso desperta mais interesse e facilita as relações, por outro, pode levar a práticas condenáveis como a compra e venda de votos, a divisão de famílias e de comunidade. Na política é fundamental respeitar as diferenças e não fazer delas motivo para inimizades ou animosidades que desemboquem em violência de qualquer ordem.


Para escolher e votar bem, é imprescindível conhecer, além dos programas dos partidos, os candidatos e sua proposta de trabalho, sabendo distinguir claramente as funções para as quais se candidatam. Dos prefeitos, no Poder Executivo, espera-se “conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos.” Dos legisladores, os vereadores, requer-se “uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo”. Seja respeitado o resultado do voto dos eleitos para a Câmara Municipal e não colocado depois em qualquer cargo do executivo para abrir espaços para os que não foram eleitos. É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do bem comum.


Uma boa maneira de conhecer os candidatos e suas propostas é promover debates com os concorrentes e exigir deles compromissos conforme as necessidades do município. É preciso estar atentos aos custos das campanhas. O gasto exorbitante contradiz o compromisso com a sobriedade e a simplicidade que deveria ser assumido por candidatos e partidos. A lei que proíbe o financiamento de campanha por empresas e organizações sem fins lucrativos, aplicada pela primeira vez nessas eleições, é um dos passos que permitem devolver ao povo o protagonismo eleitoral, submetido antes ao poder econômico. Além disso, estanca uma das veias que levam a corrupção. Da mesma forma, é preciso combater sistematicamente a vergonhosa prática de “caixa 2” tão comum nas campanhas eleitorais.


A compra e venda de votos e o uso da máquina administrativa nas campanhas constitui crime eleitoral que atenta contra a honra do eleitor e contra a cidadania. Exortamos os eleitores a fiscalizarem os candidatos e, constatando ato de corrupção, a denunciarem os envolvidos ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral, conforme prevê o artigo 299, do Código Eleitoral e o artigo 41-A da Lei 9.504/1997, sendo esta inserida pela lei 9.840/1999, conhecida como Lei da Ficha Limpa que é uma conquista decorrente de uma mobilização popular liderada pela CNBB.


A Igreja Católica não assume nenhuma candidatura, mas incentiva os cristãos leigos e leigas, que têm vocação para militância político-partidária, a se lançarem candidatos. No discernimento dos melhores candidatos, tenha-se em conta seu compromisso com a vida, com a justiça, com a ética, com a transparência, com o fim da corrupção, com a defesa do meio ambiente, nossa casa comum, além de seu testemunho na comunidade de fé. Promova-se a renovação de candidaturas pondo fim ao carreirismo político. Por isso, exortamos as comunidades a aprofundarem seu conhecimento sobre a vida política de seu município e do País, fazendo sempre a opção por aqueles que se proponham a governar a partir dos pobres, não se rendendo à lógica da economia de mercado cujo centro é o lucro e não a pessoa.


Após as eleições, é importante a comunidade se organizar para acompanhar os mandatos dos eleitos. Queremos motivar os cristãos leigos e leigas, inspirados na fé que vem do Evangelho, para assumir, de acordado com sua vocação, competência e capacitação, serviços nos Conselhos de participação popular, como o da Educação, Saúde, Criança e Adolescente, Juventude, Assistência Social, etc.


Recomendamos vivamente que acompanhem as reuniões nas Câmaras Municipais onde se votam projetos e leis para o município. Estejam atentos à elaboração de implementação de políticas públicas que atendam especialmente às populações mais vulneráveis como crianças, jovens, idosos, migrantes, indígenas, quilombolas e pobres. Confiamos que nossas comunidades saberão se organizar para tornar as eleições municipais ocasião de fortalecimento da democracia que deve ser cada vez mais participativa. Nosso horizonte seja sempre a construção do bem comum.


Pela intercessão de Nossa Senhora da Vitória, padroeira do nosso Piauí, invocamos o Espírito de Deus para discernir o bem comum em todos os nossos municípios desta “terra querida” do nosso Piauí.


+Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho
Arcebispo metropolitano de Teresina e presidente do Regional Nordeste IV da CNBB

+Dom Juarez Sousa Silva
Bispo diocesano de Parnaíba

+Dom Marcos Antônio Tavoni
Bispo diocesano de Bom Jesus do Gurguéia 

+Dom Alfredo Schaffler
Bispo emérito de Parnaíba

+Dom Plínio José Luz da Silva
Bispo diocesano de Picos

+Dom Eduardo Zielski
Bispo diocesano de São Raimundo Nonato

Pe. Geraldo Gereón
Administrador diocesano da Diocese de Oeiras

Pe. Ivan Mendes
Administrador diocesano da Diocese de Floriano

Pe. Raimundo Nonato da Cruz Duarte
Administrador diocesano da Diocese de Campo Maior


sexta-feira, 19 de junho de 2015

CNBB divulga nota sobre a inclusão da ideologia de gênero nos Planos de Educação

No contexto dos debates e votações acerca dos Planos Municipais de Educação, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido em Brasília (DF), entre 16 e 18 de junho, aprovou e divulgou nota a respeito da inclusão da ideologia de gênero nos textos em discussão. Para os bispos, a proposta de universalização do ensino e o esforço do Estado em estabelecer a inclusão social como eixo orientador da educação merecem "apoio e consideração". Por outro lado, "a introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas trará consequências desastrosas para a vida das crianças e das famílias", diz a nota. Leia a nota na íntegra:

Nota da CNBB sobre a inclusão da ideologia de gênero nos Planos de Educação
“Homem e mulher ele os criou” (Gn 1,27)

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília, nos dias 16 a 18 de junho, manifesta seu reconhecimento pelo importante trabalho de elaboração dos Planos Estaduais e Municipais de Educação em desenvolvimento em todos os estados e municípios brasileiros para o próximo decênio. A proposta de universalização do ensino e o esforço de estabelecer a inclusão social como eixo orientador da educação merecem nosso apoio e consideração ao apontar para a construção de uma sociedade onde todas as pessoas sejam respeitadas.
A tentativa de inclusão da ideologia de gênero nos Planos Estaduais e Municipais de Educação contraria o Plano Nacional de Educação, aprovado no ano passado pelo Congresso Nacional, que rejeitou tal expressão. Pretender que a identidade sexual seja uma construção eminentemente cultural, com a consequente escolha pessoal, como propõe a ideologia de gênero, não é caminho para combater a discriminação das pessoas por causa de sua orientação sexual.
O pressuposto antropológico de uma visão integral do ser humano, fundamentada nos valores humanos e éticos, identidade histórica do povo brasileiro, é que deve nortear os Planos de Educação. A ideologia de gênero vai no caminho oposto e desconstrói o conceito de família, que tem seu fundamento na união estável entre homem e mulher.
A introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas trará consequências desastrosas para a vida das crianças e das famílias. O mais grave é que se quer introduzir esta proposta de forma silenciosa nos Planos Municipais de Educação, sem que os maiores interessados, que são os pais e educadores, tenham sido chamados para discuti-la. A ausência da sociedade civil na discussão sobre o modelo de educação a ser adotado fere o direito das famílias de definir as bases e as diretrizes da educação que desejam para seus filhos.
A CNBB reafirma o compromisso da Igreja em se somar aos que combatem todo tipo de discriminação a fim de que tenhamos uma sociedade sempre mais fraterna e solidária. Confia que a sociedade e o Estado cumpram seu direito e dever de oferecer a toda pessoa os meios necessários para uma educação livre e autêntica (cf.CNBB - Doc. 47, n. 73). Reafirma também o papel insubstituível dos pais na educação de seus filhos e primeiros responsáveis por introduzi-los na vida em sociedade.
Agradecemos a tantos que têm se empenhado na defesa de uma educação de qualidade no Brasil, opondo-se até mesmo a excessos do Estado que, muitas vezes, se sobrepõe ao papel dos pais e da família. A estes exortamos a que, juntamente com educadores e associações de famílias, assumam sua tarefa de protagonistas na educação dos filhos.
Que Deus inspire os legisladores na responsabilidade que têm nesse momento e anime os educadores na nobre e sublime tarefa de colaborar com os pais em sua missão de educar.

Brasília, 18 de junho de 2015.


Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA
Vice-presidente da
CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário Geral da CNBB


sexta-feira, 1 de maio de 2015

CNBB divulga mensagem aos trabalhadores e trabalhadoras

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, neste 1º de maio, mensagem aos trabalhadores e trabalhadoras. No texto, a CNBB manifesta “apoio aos homens e mulheres que, pelo trabalho, constroem caminhos de vida e de fraternidade”.
Os direitos dos trabalhadores também são lembrados na mensagem. A exemplo das medidas provisórias que tratam de mudanças nas regras de acesso ao auxílio-doença e à pensão por morte e sobre o seguro-desemprego, abono salarial e seguro-defeso. “Elas representam uma ameaça aos trabalhadores”, consta do texto.  Os bispos afirmam, ainda, que lei que permite a terceirização do trabalho não pode negar ou restringir o direito dos trabalhadores.
Confira, na íntegra, a mensagem:  

Mensagem da CNBB aos trabalhadores e trabalhadoras

Quero apenas ver o direito brotar como fonte,
e correr a justiça qual regato que não seca (Am 5,24)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por ocasião das comemorações do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, neste 1º de Maio, manifesta seu apoio aos homens e mulheres que, pelo trabalho, constroem caminhos de vida e de fraternidade.  Dimensão fundamental da existência da pessoa humana sobre a terra (cf. LE, 4), o trabalho transforma as pessoas e a natureza, apoiado na inteligência e na criatividade humanas a serviço do bem.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Dom Sérgio da Rocha é eleito novo presidente da CNBB. Dom Jacinto assumirá Regional

Do Portal da CNBB com o site da Arquidiocese de Teresina, ampliada em 24/04/2015 às 12h09


O arcebispo metropolitano de Brasília/DF, dom Sérgio da Rocha, foi eleito na manhã de segunda-feira, 20, como presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O novo presidente foi escolhido ainda no primeiro escrutínio, após receber 215 votos, superando assim os 196 que corresponderam aos dois terços necessários para a eleição.


Dom Sérgio da Rocha
Nascido em Dobrada/SP, em 1959, o novo presidente foi ordenado presbítero na Matriz do Senhor Bom Jesus de Matão/SP em 1984. Em 2001 o papa João Paulo II o nomeou como bispo auxiliar de Fortaleza/CE sendo ordenado epíscopo em agosto do mesmo ano, na Catedral Diocesana de São Carlos/SP, pelos bispos ordenantes dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, dom Joviano de Lima Júnior e dom Bruno Gamberini.


Em janeiro de 2007 o papa Bento XVI o nomeou como arcebispo coadjutor da arquidiocese metropolitana de Teresina. Também pelo papa Bento XVI, em 2011, foi nomeado para arcebispo metropolitano de Brasília.


Dom Sérgio estudou Filosofia no Seminário de São Carlos (SP) e Teologia na Pontifícia Universidade de Campinas (SP). O arcebispo é mestre em Teologia Moral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP) e doutor pela Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma. Dom Sérgio tem como lema episcopal “Omnia in Caritate” – “Tudo na caridade”


Nova Presidência da CNBB

Dom Sérgio, dom Murilo e dom Leonardo  /
Divulgação CNBB
Durante a 53ª Assembleia Geral (AG) dos Bispos do Brasil foram eleitos também os outros membros da Presidência da entidade, a saber o vice-presidente e o secretário geral. O arcebispo metropolitano de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, foi eleito vice-presidente. O episcopado brasileiro reelegeu o bispo auxiliar de Brasília/DF, dom Leonardo Steiner, como secretário geral.


A nova presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tomou posse na manhã desta sexta-feira, dia 24, durante a sessão de encerramento da 53ª Assembleia Geral (AG) da entidade, iniciada no dia 15. Também tomaram posse os doze presidentes da Comissões Episcopais Pastorais.


Eleição também para o Regional Nordeste 4 da CNBB (Piauí)

Dom Jacinto e dom Sério /
Divulgação Arquidiocese de Teresina
No dia 23 de abril, ainda durante a AG, os bispos das dioceses do Piauí: Bom Jesus, Campo Maior, Floriano, Oeiras, Parnaíba, Picos, São Raimundo Nonato e Teresina elegeram a Presidência da CNBB Regional NE 4 para os próximos quatro anos. 


Por unanimidade, dom Jacinto Brito, arcebispo metropolitano de ‎Teresina‬ será o presidente. Para vice-presidente foi eleito o bispo diocesano de Oeiras, dom Juarez Silva. O bispo diocesano de Bom Jesus Gurguéia, dom Marcos Tavoni, será o secretário-geral.


“Os bispos do Piauí, por unanimidade colocaram meu nome, e é muito difícil dizer não diante de um chamado de Deus para a Igreja de Cristo. Com o regional assumo a organização da CNBB, na organização de reuniões para decisões em nível de Estado. Mas o bom é que a gente não faz isso sozinho, tenho o apoio dos irmãos bispos de todas as dioceses e isso será importante”, relata dom Jacinto.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Tem início, nesta quarta-feira, a 53ª Assembleia Geral da CNBB

“Uma Assembleia Geral é sempre uma manifestação da nossa Igreja no Brasil. Existe o momento de encontro, partilha, troca de ideias, tudo isso é muito animador”, disse o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner.
Mais de 400 bispos estarão reunidos na 53ª Assembleia Geral (AG) da Conferência, que terá início nesta quarta-feira, 15, em Aparecida (SP). Durante o evento, que prosseguirá até o dia 24 de abril, os bispos irão atualizar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), levando em consideração os pronunciamentos do papa durante a Jornada Mundial da Juventude em 2013 e a exortação apostólica do papa Francisco,  Evangelii Gaudium. “Na assembleia passada os bispos tomaram a decisão de não mudar a estrutura das Diretrizes, mas sim atualizá-las com o magistério do papa Francisco”, explicou dom Leonardo.


domingo, 15 de março de 2015

Nota da CNBB sobre a realidade atual do Brasil

“Pratica a justiça todos os dias de tua vida e não sigas os caminhos da iniquidade” (Tb 4, 5)



O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 10 a 12 de março de 2015, manifesta sua preocupação diante do delicado momento pelo qual passa o País. O escândalo da corrupção na Petrobras, as recentes medidas de ajuste fiscal adotadas pelo Governo, o aumento da inflação, a crise na relação entre os três Poderes da República e diversas manifestações de insatisfação da população são alguns sinais de uma situação crítica que, negada ou mal administrada, poderá enfraquecer o Estado Democrático de Direito, conquistado com  muita luta e sofrimento.

Esta situação clama por medidas urgentes. Qualquer resposta, no entanto, que atenda ao mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e desvia-se do caminho da justiça. Cobrar essa resposta é direito da população, desde que se preserve a ordem democrática e se respeitem as Instituições da comunidade política.

As denúncias de corrupção na gestão do patrimônio público exigem rigorosa apuração dos fatos e responsabilização, perante a lei, de corruptos e corruptores. Enquanto a moralidade pública for olhada com desprezo ou considerada empecilho à busca do poder e do dinheiro, estaremos longe de uma solução para a crise vivida no Brasil. A solução passa também pelo fim do fisiologismo político que alimenta a cobiça insaciável de agentes públicos, comprometidos sobretudo com interesses privados. Urge, ainda, uma reforma política que renove em suas entranhas o sistema em vigor e reoriente a política para sua missão originária de serviço ao bem comum.

Comuns em épocas de crise, as manifestações populares são um direito democrático que deve ser assegurado a todos pelo Estado. O que se espera é que sejam pacíficas. “Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e Instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva, que leva ao seu descrédito” (Nota da CNBB 2013).

Nesta hora delicada e exigente, a CNBB conclama as Instituições e a sociedade brasileira ao diálogo que supera os radicalismos e impede o ódio e a divisão. Na livre manifestação do pensamento, no respeito ao pluralismo e às legítimas diferenças, orientado pela verdade e a justiça, este momento poderá contribuir para a paz social e o fortalecimento das Instituições Democráticas.

Deus, que acompanha seu povo e o assiste em suas necessidades, abençoe o Brasil e dê a todos força e sabedoria para contribuir para a justiça e a paz. Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda pelo povo brasileiro.


Brasília, 12 de março de 2015. 



Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida – SP
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luis do Maranhão – MA
Vice Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB




Fonte: Site da CNBB

sexta-feira, 13 de março de 2015

"Vemos que o papa está respondendo às necessidades da Igreja no mundo atualmente", afirma presidente da CNBB

O primeiro papa latino-americano da história completa dois anos de pontificado. Jorge Mario Bergoglio foi eleito no dia 13 de março de 2013, assumindo a direção espiritual de mais de 1,2 bilhões de católicos. Por onde passa, arrasta multidões. Sob o nome de Francisco e focado na simplicidade, o novo papa não demorou a ganhar o título de uma das personalidades mais carismáticas do mundo.

Em um momento de crise econômica mundial, os gestos simples do papa e o cuidado com os pobres e idosos conquistaram os católicos. A partir de seu pontificado, é possível ver fiéis abrindo as portas para o acolhimento e o diálogo com grupos excluídos da sociedade. 

Neste ano, o pontífice enfrenta dois desafios: a reforma da Cúria, projeto lançado ainda em 2013; e a resposta aos desafios da família moderna e sua evolução, com o Sínodo dos Bispos, que será realizado em outubro, no Vaticano.

Sobre o Papa

O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, durante entrevista coletiva à imprensa na última quinta-feira, 12, concedida ao final da reunião do Conselho Permanente da Conferência, convidou os jornalistas a rezarem um Pai-nosso pelo papa Francisco. Dom Damasceno desejou saúde e um ministério frutuoso ao papa. “Nós achamos que a escolha (no conclave) não foi só nossa, mas que os cardeais foram muito inspirados pelo Espírito Santo. Comemoramos dois anos da eleição do papa Francisco, pastor universal da Igreja e bispo de Roma. Rogamos à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil e nossa mãe, que continue a abençoar e proteger nosso querido papa em sua missão de pastor à serviço de toda Igreja”, disse o cardeal.

Dom Damasceno recordou ainda o carisma de Francisco. "Vemos que o papa está respondendo às necessidades da Igreja no mundo atualmente, haja visto a simpatia com que é acolhido por onde passa, o carinho com que é recebido, sua maneira informal de se aproximar das pessoas e sua capacidade de comunicação”, afirmou o arcebispo.

Ao final ressaltou a maneira transparente com que Francisco trata sobre diversas questões, mesmo internas. “São marcas do governo do papa Francisco e corresponde às necessidades da sociedade de um modo geral, no momento em que vivemos”, concluiu.

Lições de Francisco

A fim de demonstrar seu desejo de mudança, o papa concedeu a um pequeno jornal de um bairro periférico de Buenos Aires, na Argentina, seu país de origem, uma entrevista exclusiva por ocasião dos seus dois anos de pontificado.
O papa fala aos fiéis acerca da perda da sensibilidade, buscando resgatar a ideia da importância de se comover e solidarizar com a dor do outro. “[…] no mundo de hoje falta o pranto! Choram os marginalizados, choram aqueles que são postos de lado, choram os desprezados, mas aqueles de nós que levamos uma vida sem grandes necessidades não sabemos chorar. Certas realidades da vida só se veem com os olhos limpos pelas lágrimas”, disse o papa durante visita à Ásia. Além disso, Francisco costuma falar de esperança, sentimento escasso na sociedade atual.
A mensagem de Francisco tem alcançado o mundo, mas principalmente o seu continente, a América, região onde vive grande parte dos católicos.
No dia 17 de dezembro do ano passado, dia de seu aniversário de 78 anos, Francisco propiciou, por meio de seu prestígio, o início das negociações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos, contribuindo, assim, para a abertura de uma nova fase para a história de toda a América.

Fonte: Site da CNBB

Com fotografia da Rádio Vaticano

domingo, 8 de março de 2015

CNBB divulga mensagem pelo Dia Internacional da Mulher

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou mensagem por meio da qual "saúda com alegria e gratidão todas as mulheres" por ocasião do Dia Internacional da Mulher. No texto é lembrado o contributo feminino na sociedade e na Igreja, mas também as dificuldades enfrentadas por causa da invisibilidade social que sofrem.



Mensagem pelo Dia Internacional da Mulher


“Eu quero a vida de meu povo” (Ester, 5,3)


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB saúda com alegria e gratidão todas as mulheres, por ocasião das comemorações do Dia Internacional da Mulher. Apraz-nos, neste dia, afirmar com o Papa Francisco que “a Igreja reconhece a indispensável contribuição da mulher na sociedade, com uma sensibilidade, uma intuição e certas capacidades peculiares, que habitualmente são mais próprias das mulheres que dos homens” (EG 103).

A atuação transformadora das mulheres na Sociedade e na Igreja é responsável pela construção de relações mais humanas e humanizadoras, buscando o fim da discriminação e da desigualdade, especialmente na relação mulher-homem. Recorda-nos o Papa Francisco que esta relação “deveria reconhecer que ambos são necessários, porque possuem uma natureza idêntica, mas com modalidades próprias. Uma é necessária à outra, e vice-versa, para que se cumpra verdadeiramente a plenitude da pessoa” (Discurso ao Pontifício Conselho para a Cultura).

Entristece-nos, no entanto, o cenário de invisibilidade em que se encontra a maioria das mulheres, bem como o impedimento de sua presença em importantes espaços de decisões. Some-se a isso o desafio da pobreza, da exploração do trabalho e tráfico humano, das violações das culturas e suas crenças, que evidencia as graves violações dos direitos das mulheres. Renova nossa esperança a iniciativa do Poder Judiciário que propôs a “Semana da Justiça pela Paz em Casa”, sugerindo ações, em todo o Brasil, voltadas para a paz nos lares e o fim da violência contra as mulheres. O compromisso com a manutenção de um sadio ambiente familiar é também do homem, pois é dentro da comunhão - comunidade conjugal e familiar - que o homem é chamado a viver o seu dom e dever de esposo e pai(FC, 25).

Os avanços e conquistas das mulheres, garantidos por lei e/ou por políticas públicas, não escondem as deficiências de muitas ações voltadas ao cumprimento e efetivação dos direitos da mulher. A todos, também à Igreja, cabe o dever de assumir a luta das mulheres negras, pescadoras, domésticas, ciganas, catadoras, camponesas, quilombolas, operárias, marisqueiras, prostituídas, ribeirinhas, encarceradas, indígenas, migrantes, donas de casa e de tantas outras que vivem a dolorosa experiência da invisibilidade social.

Este contexto é um apelo a que todos, especialmente os cristãos e cristãs, vençam a tentação da indiferença e se unam na luta em favor da justiça e da equidade, protagonizada pelas mulheres do Brasil. Inspire-nos, nesse propósito, o lema Campanha da Fraternidade 2015 – Eu vim para servir – que nos estimula a construir a fraternidade e a igualdade, no amor e no serviço.  

Ao saudá-las, neste dia, renovamos nosso reconhecimento a cada uma das mulheres, por sua insubstituível presença e participação nas comunidades eclesiais espalhadas por todo o Brasil e por seu protagonismo na construção de uma nova sociedade, e rogamos a Deus fortalecê-las na luta de cada dia e abençoá-las em todos os seus caminhos.

Maria, Mãe do Filho de Deus, modelo de mulher, esposa e trabalhadora, proteja as mulheres de nosso país.



Brasília, 08 de março de 2015




Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida – SP
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luis do Maranhão – MA
Vice Presidente da CNBB


Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB



Fonte: Site da CNBB


domingo, 22 de fevereiro de 2015

1º Domingo da Quaresma

        O TEMPO SE CUMPRIU: O REINO ESTÁ PERTO
Jesus, logo após o batismo, é conduzido pelo Espírito ao deserto, onde se prepara para a missão e é tentado por satanás. O deserto é o lugar de retiro em vista de uma missão, mas também lugar de desafios e de provas. Após a experiência no deserto  a exemplo do povo de Israel  e em seguida à prisão de João Batista, Jesus sai do anonimato, dirige-se à Galileia e começa a pregar: “O tempo se cumpriu e o reino de Deus está perto”. Essas são as primeiras palavras de Jesus relatadas no Evangelho de Marcos.

Marcos não detalha as tentações de Jesus, apenas diz que ele foi tentado por satanás, o adversário do seu projeto. Jesus, o novo Adão que não sucumbe à tentação da serpente, ensina-nos que é possível vencer as tentações. O Espírito que o levou ao deserto e o fortalece contra a tentação é o mesmo que recebemos no batismo. Diariamente somos desafiados a viver com fidelidade seu projeto. Ao longo da vida, assumimos opções e fazemos escolhas, mostrando até que ponto somos de fato discípulos missionários de Jesus no dia a dia. 

O tempo se cumpriu, o reino está próximo e é hora de conversão. Não é mais tempo de espera. Deus vem instaurar seu reino no meio da humanidade. Portanto, é ocasião de agir, já não cabe esperar. Com Jesus chegou à boa notícia para o povo, é momento de aderir ao seu reino. O forte apelo de conversão acompanha a Quaresma toda. Pela palavra de Deus, o cristão é convidado continuamente à conversão, ou seja, à mudança de mentalidade e de atitudes. A conversão envolve a pessoa em sua totalidade e determina novo rumo em sua vida.

Ora, o reino inaugurado por Jesus é algo que não se concretiza de forma mágica nem se impõe de forma violenta. Ele vai acontecendo à medida que nos convertemos a ele e aderimos ao evangelho. O reino de Deus só estará realizado quando a vida das pessoas estiver conforme o desejo do Pai. Satanás continua sendo o grande obstáculo do reino; como tentou Jesus, continua tentando a humanidade.
Pe. Nilo Luza, ssp