Hino da Padroeira

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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

As camisetas da Festa da Padroeira 2020 serão feitas sob encomenda

Já se iniciaram as vendas das camisetas da Festa da Padroeira 2020. Nesse ano, por conta das adaptações que foram necessárias devido à pandemia do novo coronavírus, as vendas se darão por encomenda. 


Os interessados devem procurar a secretaria paroquial até o dia 15 de novembro para fazerem suas encomendas, disponibilizando informações sobre a quantidade e o tamanho das camisetas que desejam adquirir. 


As camisetas, que esse ano serão vendidas em um kit (camiseta + máscara) estão custando R$ 25,00, e o pagamento pode ser feito em espécie ou por transferência bancária, e, de preferência, que ocorra de modo antecipado.


As camisetas da festa, além de ser uma forma a disposição dos fiéis para ajudarem na realização do evento, são uma importante lembrança, que faz experimentarmos ao longo de todo o ano a alegria que é festejar a Virgem Maria, a Imaculada Conceição. 


Aguardamos o seu contato pelo número (86) 98808-9847.



-- 
Pastoral da Comunicação (Pascom)
Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição – Morada Nova

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Você realmente tem fé? A experiência de João

Artigo originalmente publicado na Revista Sal e Luz, da Paróquia São João Evangelista e São João Batista, do bairro Parque Piauí, nesta Capital. 

Paulo Victor Moreira é advogado e nosso coordenador paroquial da Pastoral da Catequese.




 palavra fé está intimamente ligada a palavra crença, logo, para se ter fé, é preciso em primeiro lugar, acreditar veemente em algo ou alguma coisa. Pode parecer redundante, mas vejamos o seguinte exemplo:


João, cristão autêntico, assíduo frequentador das missas, grupos de jovens, e agente de pastoral, deixou de alcançar um grande sonho, mesmo com intensas orações. O jovem sonhava em ir para fora do Brasil, contudo, com o mundo de ponta cabeça, resolveu deixar de acreditar naquilo que sempre o instigou a ir além – sua fé em Deus.


Eis, nesse exemplo, a grande chave para manutenção da fé. Em outras palavras, para que eu promova a minha fé em algo ou alguma coisa, o primeiro grande desafio é aceitar o não palpável, digo, o não visto a “olho nu” - é que tudo se torna mais difícil quando não tocamos. O segundo grande desafio é a aceitação, digo, quando não conquistamos algo que tanto buscamos, mesmo em constante oração, deixamos, em consequência abrupta, de crer. É, neste sentido, quando nossa fé é testada.


Ora, como pode João, cristão, assíduo frequentador das santas missas, afinco em suas orações diárias, coordenador paroquial de catequese, deixar de acreditar em algo que tanto o conduziu a pastos verdejantes, a sensações humanamente inexplicáveis, ao amor dado dia após dia e a todos os sonhos já conquistados, só por ter um pedido realizado de forma diferente daquela que pediu? A resposta está em outra pergunta: você realmente tem fé?


Para tanto, é nos dada a oportunidade de estar em contato direto, no caso de João, com seu Criador. Com aquele que ele tanto se emocionou nas adorações dominicais, com a comunhão da santa missa, com o encontro de jovens que tratou sobre temas relevantes e quando dentro da sua pastoral conseguiu evangelizar.


Quando fazemos a reflexão de tudo aquilo que já vivemos com nosso Senhor, relembramos o quão é gratificante estar em contato com nossa fé, que pareceu estar morna, apagada, quase que se esvaindo. É hora, meus irmãos, de dentro da nossa pequenez, olhar para dentro de si e responder que Cristo habita em nós – seja em um sorriso da sua mãe, em um gesto de ajuda com o irmão do sinal, em um abraço fraterno entre as pessoas ou em um simples convite de rezar mais um terço juntos.


Devemos, dia após dia, reconhecer o quanto somos pequenos e frágeis, só assim Deus nos mostrará sempre que nossa fé é testada e que Ele nunca deixou de nos acolher e olhar por nós, ainda que não reconheçamos isto.


Portanto, a grande chave na experiência de João foi fazer a reflexão dia após dia sobre: onde está minha fé? Se a resposta demorar a aparecer ou estiver em algo que foge da esfera espiritual ou do próprio Cristo Salvador, é hora de reavaliarmos e, em meio a tanta dúvida, rezar mais um terço, participar de mais uma comunhão, fazer mais uma leitura de um livro de cabeceira sobre espiritualidade, afinal, Jesus sempre te espera.


Nosso Facebook e Instagram: @ImaculadaMoradaNova

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

“Ano Mariano é para celebrar, comemorar e reaprender com Nossa Senhora”, afirma dom Sergio

Do portal da CNBB, adapt.


Ontem, quarta-feira, 21 de setembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou ato oficial de lançamento do Ano Mariano, com uma celebração na sede da entidade, em Brasília/DF. A cerimônia contou com a participação da presidência da CNBB, membros do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), organismos vinculados à Conferência e colaboradores que atuam na sede.


Na ocasião, com a ajuda dos colaboradores, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi entronizada no auditório da CNBB e posta no centro do espaço. Leituras bíblicas, cantos, textos reflexivos e uma mensagem do papa Francisco foram meditados, lembrando a devoção à rainha e padroeira do Brasil.


De acordo com o arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, dom Sergio da Rocha, o período convida os brasileiros a voltarem o coração para Nossa Senhora. “É um ano para celebrar, para comemorar, para louvar a Deus, mas também para reaprender com Nossa Senhora como seguir Jesus Cristo, como ser cristão hoje”, enfatizou.

O bispo falou também sobre as expectativas para o Ano. “Nós esperamos muito que o Ano Mariano possa ser de intensa evangelização com Maria, contando com a sua proteção, seguindo os seus exemplos, mas sendo essa Igreja em saída, essa Igreja misericordiosa, que a exemplo de Nossa Senhora vai ao encontro dos irmãos para compartilhar a alegria do Evangelho de Jesus Cristo – alegria da fé em Cristo”, disse.


No final, dom Sergio exortou para que o Ano Mariano seja vivido intensamente por toda a Igreja no Brasil. “Que este momento seja para a evangelização, para a missão, tendo presente o exemplo, as lições que Nossa Senhora nos deixa, mas também recorrendo com confiança a sua intercessão materna”, finalizou o bispo.


Ano Nacional Mariano

O Ano Nacional Mariano foi proclamado pela CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas Águas do Rio Paraíba do Sul. A iniciativa será celebrada a partir do dia 12 de outubro até o dia 11 de outubro de 2017.


Em carta enviada aos bispos de todo o Brasil, a presidência da CNBB considera a celebração dos 300 anos “uma grande ação de graças” e recorda que todas as dioceses do país se preparam, desde 2014, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora, que percorre cidades e periferias.


Confira, abaixo, a mensagem na íntegra:

Mensagem à Igreja Católica no Brasil


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas águas do rio Paraíba do Sul, instituiu o Ano Nacional Mariano, a iniciar-se aos 12 de outubro de 2016, concluindo-se aos 11 de outubro de 2017, para celebrar, fazer memória e agradecer.


Como no episódio da pesca milagrosa narrada pelos Evangelhos, também os nossos pescadores passaram pela experiência do insucesso. Mas, também eles, perseverando em seu trabalho, receberam um dom muito maior do que poderiam esperar: “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe”. Tendo acolhido o sinal que Deus lhes tinha dado, os pescadores tornam-se missionários, partilhando com os vizinhos a graça recebida. Trata-se de uma lição sobre a missão da Igreja no mundo: “O resultado do trabalho pastoral não se assenta na riqueza dos recursos, mas na criatividade do amor” (Papa Francisco).


A celebração dos 300 anos é uma grande ação de graças. Todas as dioceses do Brasil, desde 2014, se preparam, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que percorre cidades e periferias, lembrando aos pobres e abandonados que eles são os prediletos do coração misericordioso de Deus.


O Ano Mariano vai, certamente, fazer crescer ainda mais o fervor desta devoção e da alegria em fazer tudo o que Ele disser (cf. Jo 2,5).


Todas as famílias e comunidades são convidadas a participar intensamente desse Ano Mariano.


A companhia e a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida nos ajude a progredir como discípulas e discípulos, missionárias e missionários de Cristo!


+Dom Sergio da Rocha 
Arcebispo metropolitano de Brasília/DF e presidente da CNBB

+Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo metropolitano de São Salvador da Bahia/BA e vice-presidente da CNBB

+Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo auxiliar de Brasília/DF e secretário-geral da CNBB


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Bispos do Piauí laçam nota sobre as eleições 2016

Do site do Regional Nordeste 4 da CNBB, imagens de internet


CARTA PASTORAL

“Escutai, os que esmagais o pobre, que excluis os humildes do país, comprando o fraco por dinheiro, o indigente por um par de sandálias…” (Am 8, 4.6).


As nossas Igrejas sentem o clamor de “quantos estão fatigados e oprimidos” (cf. Mt 11, 28), vítimas de violência e de fanatismo, discriminação e exclusão, injustiça social, pobreza e fome.


Como bispos das Igrejas Diocesanas do nosso Regional Nordeste IV da CNBB, que compreende o Estado do Piauí, queremos dirigir uma mensagem de esperança, ânimo e coragem. Os cristãos católicos, de maneira especial, são chamados a dar a razão de sua esperança (cf. 1Pd 3, 15) nesse tempo de profunda crise pela qual passa o Brasil.


Sonhamos e nos comprometemos com um país democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência, discriminação, mentiras e com oportunidades iguais para todos. Somente com a participação cidadã de todos os brasileiros e brasileiras é possível a realização desse sonho.


Esta participação democrática começa no município. Se quisermos transformar o Brasil comecemos por transformar os municípios. As eleições são um dos caminhos para atingirmos essa meta. Os cristãos não podem “abdicar da participação na política” (S. João Paulo II). O beato Paulo VI já afirmou que o mundo vasto e complexo da política, da realidade social e da economia é campo próprio dos leigos (EM 70). O Papa Francisco afirma que é tarefa dos leigos de se envolver na política, e não se pode lavar as mãos como Pilatos.


No mundo da política, sendo a missão do cristão leigo direcionado de modo especial para a participação na construção da sociedade sejam eles motivados a participar nos partidos políticos e serem candidatos para o executivo e legislativo, contribuindo, deste modo para a transformação social. Por isso a participação partidária dos padres conflita com a sua missão própria de configuração do Cristo Pastor. Assim reafirmamos que os clérigos observam as prescrições canônicas nesta matéria e se tornem verdadeiros pastores que saibam conduzir o rebanho que lhes foi confiado na construção da comunhão e na busca da verdade. Assim como o leigo não pode substituir o pastor, o pastor não pode substituir os leigos e leigas no que lhes compete por vocação e missão (Doc. 105 CNBB nº 8).


É missão dos leigos, de maneira singular, a exigência do Evangelho em construir o bem comum na perspectiva do Reino de Deus. Contribui para isso a participação consciente no processo eleitoral, escolhendo e votando em candidatos honestos e competentes. A cidadania não se esgota no direito-dever de votar, mas se da também no acompanhamento do mandato dos eleitos.


As eleições municipais têm uma atração e uma força pela proximidade dos candidatos com os eleitores. Se, por um lado, isso desperta mais interesse e facilita as relações, por outro, pode levar a práticas condenáveis como a compra e venda de votos, a divisão de famílias e de comunidade. Na política é fundamental respeitar as diferenças e não fazer delas motivo para inimizades ou animosidades que desemboquem em violência de qualquer ordem.


Para escolher e votar bem, é imprescindível conhecer, além dos programas dos partidos, os candidatos e sua proposta de trabalho, sabendo distinguir claramente as funções para as quais se candidatam. Dos prefeitos, no Poder Executivo, espera-se “conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos.” Dos legisladores, os vereadores, requer-se “uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo”. Seja respeitado o resultado do voto dos eleitos para a Câmara Municipal e não colocado depois em qualquer cargo do executivo para abrir espaços para os que não foram eleitos. É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do bem comum.


Uma boa maneira de conhecer os candidatos e suas propostas é promover debates com os concorrentes e exigir deles compromissos conforme as necessidades do município. É preciso estar atentos aos custos das campanhas. O gasto exorbitante contradiz o compromisso com a sobriedade e a simplicidade que deveria ser assumido por candidatos e partidos. A lei que proíbe o financiamento de campanha por empresas e organizações sem fins lucrativos, aplicada pela primeira vez nessas eleições, é um dos passos que permitem devolver ao povo o protagonismo eleitoral, submetido antes ao poder econômico. Além disso, estanca uma das veias que levam a corrupção. Da mesma forma, é preciso combater sistematicamente a vergonhosa prática de “caixa 2” tão comum nas campanhas eleitorais.


A compra e venda de votos e o uso da máquina administrativa nas campanhas constitui crime eleitoral que atenta contra a honra do eleitor e contra a cidadania. Exortamos os eleitores a fiscalizarem os candidatos e, constatando ato de corrupção, a denunciarem os envolvidos ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral, conforme prevê o artigo 299, do Código Eleitoral e o artigo 41-A da Lei 9.504/1997, sendo esta inserida pela lei 9.840/1999, conhecida como Lei da Ficha Limpa que é uma conquista decorrente de uma mobilização popular liderada pela CNBB.


A Igreja Católica não assume nenhuma candidatura, mas incentiva os cristãos leigos e leigas, que têm vocação para militância político-partidária, a se lançarem candidatos. No discernimento dos melhores candidatos, tenha-se em conta seu compromisso com a vida, com a justiça, com a ética, com a transparência, com o fim da corrupção, com a defesa do meio ambiente, nossa casa comum, além de seu testemunho na comunidade de fé. Promova-se a renovação de candidaturas pondo fim ao carreirismo político. Por isso, exortamos as comunidades a aprofundarem seu conhecimento sobre a vida política de seu município e do País, fazendo sempre a opção por aqueles que se proponham a governar a partir dos pobres, não se rendendo à lógica da economia de mercado cujo centro é o lucro e não a pessoa.


Após as eleições, é importante a comunidade se organizar para acompanhar os mandatos dos eleitos. Queremos motivar os cristãos leigos e leigas, inspirados na fé que vem do Evangelho, para assumir, de acordado com sua vocação, competência e capacitação, serviços nos Conselhos de participação popular, como o da Educação, Saúde, Criança e Adolescente, Juventude, Assistência Social, etc.


Recomendamos vivamente que acompanhem as reuniões nas Câmaras Municipais onde se votam projetos e leis para o município. Estejam atentos à elaboração de implementação de políticas públicas que atendam especialmente às populações mais vulneráveis como crianças, jovens, idosos, migrantes, indígenas, quilombolas e pobres. Confiamos que nossas comunidades saberão se organizar para tornar as eleições municipais ocasião de fortalecimento da democracia que deve ser cada vez mais participativa. Nosso horizonte seja sempre a construção do bem comum.


Pela intercessão de Nossa Senhora da Vitória, padroeira do nosso Piauí, invocamos o Espírito de Deus para discernir o bem comum em todos os nossos municípios desta “terra querida” do nosso Piauí.


+Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho
Arcebispo metropolitano de Teresina e presidente do Regional Nordeste IV da CNBB

+Dom Juarez Sousa Silva
Bispo diocesano de Parnaíba

+Dom Marcos Antônio Tavoni
Bispo diocesano de Bom Jesus do Gurguéia 

+Dom Alfredo Schaffler
Bispo emérito de Parnaíba

+Dom Plínio José Luz da Silva
Bispo diocesano de Picos

+Dom Eduardo Zielski
Bispo diocesano de São Raimundo Nonato

Pe. Geraldo Gereón
Administrador diocesano da Diocese de Oeiras

Pe. Ivan Mendes
Administrador diocesano da Diocese de Floriano

Pe. Raimundo Nonato da Cruz Duarte
Administrador diocesano da Diocese de Campo Maior


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Papa Francisco e patriarca russo assinam declaração comum em encontro histórico

Do site da CNBB, 
Adapt., grifos nossos


O momento foi considerado histórico, pois reuniu líderes das duas Igrejas após mais de 900 anos de separação. ” Apesar desta Tradição comum dos primeiros dez séculos, há quase mil anos que católicos e ortodoxos estão privados da comunhão na Eucaristia. Estamos divididos por feridas causadas por conflitos de um passado distante ou recente, por divergências – herdadas dos nossos antepassados – na compreensão e explicitação da nossa fé em Deus, uno em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo”, dizem na declaração.


No documento, abordam a importância da liberdade e do diálogo inter-religioso. Segundo o papa Francisco e o patriarca Kirill, “nas circunstâncias atuais, os líderes religiosos têm a responsabilidade particular de educar os seus fiéis num espírito respeitador das convicções daqueles que pertencem a outras tradições religiosas". 


Outras questões também são abordadas na declaração como as pessoas que vivem em situações de pobreza, migrantes e refugiados, as famílias. Leia, abaixo, a íntegra da declaração:


Declaração comum

do Papa Francisco

e do Patriarca Kirill de Moscovo e de toda a Rússia


«A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós» (2 Cor 13, 13).


1. Por vontade de Deus Pai de quem provém todo o dom, no nome do Senhor nosso Jesus Cristo e com a ajuda do Espírito Santo Consolador, nós, Papa Francisco e Kirill, Patriarca de Moscovo e de toda a Rússia, encontramo-nos, hoje, em Havana. Damos graças a Deus, glorificado na Trindade, por este encontro, o primeiro na história.


Com alegria, encontramo-nos como irmãos na fé cristã que se reúnem para «falar de viva voz» (2 Jo 12), coração a coração, e analisar as relações mútuas entre as Igrejas, os problemas essenciais de nossos fiéis e as perspectivas de progresso da civilização humana.


2. O nosso encontro fraterno teve lugar em Cuba, encruzilhada entre Norte e Sul, entre Leste e Oeste. A partir desta ilha, símbolo das esperanças do «Novo Mundo» e dos acontecimentos dramáticos da história do século XX, dirigimos a nossa palavra a todos os povos da América Latina e dos outros continentes.


Alegramo-nos por estar a crescer aqui, de forma dinâmica, a fé cristã. O forte potencial religioso da América Latina, a sua tradição cristã secular, presente na experiência pessoal de milhões de pessoas, são a garantia dum grande futuro para esta região.


3. Encontrando-nos longe das antigas disputas do «Velho Mundo», sentimos mais fortemente a necessidade de um trabalho comum entre católicos e ortodoxos, chamados a dar ao mundo, com mansidão e respeito, razão da esperança que está em nós (cf. 1 Ped3, 15).

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Solenidade da Imaculada Conceição será celebrada na Matriz do Morada Nova

Ráurison Ribeiro, o filho do Altíssimo
Da RCC


A Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição do bairro Morada Nova, zona sul de Teresina celebra desde o dia 29 de novembro o festejo em honra da padroeira e prepara boa programação para o dia da solenidade católica cuja celebração será amanhã, terça-feira (8) data que é também feriado municipal. 


Serão duas Santas Missas. Pela manhã, às 8h, dom Jacinto Brito, arcebispo metropolitano, presidirá a liturgia ladeado pelo pároco Pe. Edison Coelho, NJ, e pelos vigários da Paróquia. Às 17h acontecerá procissão que percorrerá as ruas do bairro e de bairros adjacentes que compõem o território paroquial. Após a procissão será realizada Santa Missa campal na Praça da Imaculada (em frente a Matriz) presidida por dom Celso José, arcebispo emérito.


A Imaculada Conceição

No dia 8 de dezembro, a Igreja celebra a solenidade da Imaculada Conceição, professando que a Mãe de Jesus foi concebida sem o pecado original, herança com que nascem os seres humanos. A festa é celebrada no tempo litúrgico do Advento, de preparação para o Natal. Neste tempo, é importante lembrar-se também daquela que foi escolhida por Deus para ser a mãe do Verbo Encarnado; o Filho de Deus vem até nós através de uma mulher.


Informações 

Interessados em participar ou visitar podem entrar em contato pelo Whatsapp (86) 99958-0196, pela página no Facebook www.facebook.com/ImaculadaMoradaNova e ainda pelo telefone (86) 3227-1118 (secretaria paroquial).


domingo, 10 de maio de 2015

Regional Nordeste 4 lança Romaria da Terra e da Água

O regional Nordeste 4 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou, nesta terça-feira, 5, em Oeiras (PI), a 13ª edição da Romaria da Terra e da Água do Piauí. O evento propõe o tema “Direito dos Povos e Garantia de Vida e Paz”.
 Marcada para os dias 17 e 18 de outubro, na diocese de Oeiras, a Romaria destaca a realidade do município sede da Igreja particular, onde encontram-se grandes projetos que afetam o meio ambiente e as famílias piauienses.

Na cerimônia de lançamento, o bispo local, dom Juarez Sousa, ressaltou o caráter profético do evento. “A Romaria tem o caráter profético, porque a profecia é o anúncio da Boa Nova de Jesus. Ela denuncia tudo aquilo que contraria o desejo da Boa Nova, sobretudo, é uma atitude de volta e conversão, que defende os mesmos valores que Jesus defendeu. E é isso que estamos fazendo”, disse.
O bispo de Picos (PI), dom Plínio José Luz da Silva, falou sobre a presença de várias dioceses na organização e vivência da Romaria. “O regional está organizando a Romaria com o intuito de envolver a todos, e a diocese de Picos, vai se envolver também, até porque somos de uma região que sofre pelas consequências das atitudes negativas em relação ao apoio ao homem do campo”, disse.
O assessor da Cáritas Brasileira Regional Piauí, Carlos Humberto, explicou os objetivos principais do evento. “O primeiro é anunciar e celebrar a fé e caminhada do povo de Deus rumo a uma terra prometida; e o segundo é denunciar a falta de terra para produção de alimentos para milhares de famílias, situação de injustiça que ainda é muito viva no nosso semiárido”, expôs.
O evento iniciou com um momento de mística e contou com a presença de bispos, padres, representantes das pastorais sociais, associações, organismos, movimentos e poder público local.

Com informações e fotografia do regional Nordeste 4 da CNBB

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Dom Sérgio da Rocha é eleito novo presidente da CNBB. Dom Jacinto assumirá Regional

Do Portal da CNBB com o site da Arquidiocese de Teresina, ampliada em 24/04/2015 às 12h09


O arcebispo metropolitano de Brasília/DF, dom Sérgio da Rocha, foi eleito na manhã de segunda-feira, 20, como presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O novo presidente foi escolhido ainda no primeiro escrutínio, após receber 215 votos, superando assim os 196 que corresponderam aos dois terços necessários para a eleição.


Dom Sérgio da Rocha
Nascido em Dobrada/SP, em 1959, o novo presidente foi ordenado presbítero na Matriz do Senhor Bom Jesus de Matão/SP em 1984. Em 2001 o papa João Paulo II o nomeou como bispo auxiliar de Fortaleza/CE sendo ordenado epíscopo em agosto do mesmo ano, na Catedral Diocesana de São Carlos/SP, pelos bispos ordenantes dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, dom Joviano de Lima Júnior e dom Bruno Gamberini.


Em janeiro de 2007 o papa Bento XVI o nomeou como arcebispo coadjutor da arquidiocese metropolitana de Teresina. Também pelo papa Bento XVI, em 2011, foi nomeado para arcebispo metropolitano de Brasília.


Dom Sérgio estudou Filosofia no Seminário de São Carlos (SP) e Teologia na Pontifícia Universidade de Campinas (SP). O arcebispo é mestre em Teologia Moral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP) e doutor pela Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma. Dom Sérgio tem como lema episcopal “Omnia in Caritate” – “Tudo na caridade”


Nova Presidência da CNBB

Dom Sérgio, dom Murilo e dom Leonardo  /
Divulgação CNBB
Durante a 53ª Assembleia Geral (AG) dos Bispos do Brasil foram eleitos também os outros membros da Presidência da entidade, a saber o vice-presidente e o secretário geral. O arcebispo metropolitano de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, foi eleito vice-presidente. O episcopado brasileiro reelegeu o bispo auxiliar de Brasília/DF, dom Leonardo Steiner, como secretário geral.


A nova presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tomou posse na manhã desta sexta-feira, dia 24, durante a sessão de encerramento da 53ª Assembleia Geral (AG) da entidade, iniciada no dia 15. Também tomaram posse os doze presidentes da Comissões Episcopais Pastorais.


Eleição também para o Regional Nordeste 4 da CNBB (Piauí)

Dom Jacinto e dom Sério /
Divulgação Arquidiocese de Teresina
No dia 23 de abril, ainda durante a AG, os bispos das dioceses do Piauí: Bom Jesus, Campo Maior, Floriano, Oeiras, Parnaíba, Picos, São Raimundo Nonato e Teresina elegeram a Presidência da CNBB Regional NE 4 para os próximos quatro anos. 


Por unanimidade, dom Jacinto Brito, arcebispo metropolitano de ‎Teresina‬ será o presidente. Para vice-presidente foi eleito o bispo diocesano de Oeiras, dom Juarez Silva. O bispo diocesano de Bom Jesus Gurguéia, dom Marcos Tavoni, será o secretário-geral.


“Os bispos do Piauí, por unanimidade colocaram meu nome, e é muito difícil dizer não diante de um chamado de Deus para a Igreja de Cristo. Com o regional assumo a organização da CNBB, na organização de reuniões para decisões em nível de Estado. Mas o bom é que a gente não faz isso sozinho, tenho o apoio dos irmãos bispos de todas as dioceses e isso será importante”, relata dom Jacinto.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Jesus, defensor dos fracos

A Cura do Leproso purificado. Ilustração.
Jesus é fiel ao projeto do Pai, por meio do anúncio do evangelho do reino e da realização de sinais que manifestam o amor de Deus. Assim, ele vence as forças da morte e quer reunir todos os homens e mulheres como membros participantes da comunidade da vida nova, a Igreja. Tomando o partido dos fracos, oprimidos e marginalizados, Jesus opôs-se aos mecanismos de exclusão presentes nos mais diversos âmbitos da vida social, como a política, a cultura e a religião. Como narra o evangelho, ele atua na contramão do modo de ver e agir da sociedade de seu tempo ao posicionar-se sem preconceito diante da doença e dos doentes, manifestando, dessa forma, a compaixão do Pai para com os pequeninos.
De fato, na época de Jesus, a doença de pele era concebida como castigo de Deus ao pecador. O doente era discriminado, não podia se apresentar em público nem conviver com as pessoas consideradas saudáveis. É o caso do homem de cuja doença o evangelho de hoje nos fala.
A boa-nova convida-nos a contemplar o amor misericordioso, a compaixão e a ternura que Jesus manifestava quando encontrava os doentes. Ele se solidariza com os rejeitados e sofredores e liberta-os, proporcionando-lhes cura e reintegração na comunidade. Jesus ensinava a solidariedade com gestos concretos, não apenas com palavras ou discursos abstratos.
Hoje em dia, há muitas atitudes e comportamentos que deixam as pessoas às margens da sociedade, tais como o egoísmo, a falta de amor e de sensibilidade para com os irmãos e irmãs e tantas formas de injustiça no contexto econômico e social.
Nós, que cremos em Jesus, somos convidados a seguir os seus passos. Conforme o Documento de Aparecida, “de nossa fé em Cristo nasce também à solidariedade como atitude permanente de encontro, irmandade e serviço. Ela (a fé) há de se manifestar em opções e gestos visíveis, principalmente na defesa da vida e dos direitos dos mais vulneráveis e excluídos”.
A atitude de Jesus quer nos mostrar que a misericórdia de Deus é para todos, não deixando ninguém à margem da vida. Todos estão convidados a participar da vida em comunidade. Quais oportunidades nossa comunidade oferece como meios de reintegração aos que são marginalizados pelos mais diferentes motivos?
Pe. Gilbert Mika Alemick, ssp                                     

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

15 curiosidades sobre a Igreja católica

Do portal Aleteia. Grifos nossos, imagens de Internet


1. A Igreja incentiva os católicos a fazerem algum ato de penitência em todas as sextas-feiras do ano, não apenas nas sextas-feiras da Quaresma. As conferências episcopais de cada país fazem as suas sugestões, mas a mais comum é a abstenção de carne.


2. Em matéria de abstenção de carne, o peixe não conta: portanto, comer peixe é liberado para os católicos mesmo em dias de jejum e abstinência. Por outro lado, há pessoas que evitam nesses dias quaisquer alimentos derivados de animais, como leite e ovos, mas não há nenhuma restrição formal da Igreja a este respeito.


3. Os fiéis ficam isentos de jejuar ou de abster-se nas solenidades. Mesmo na Quaresma, se a solenidade de São José cair em uma sexta-feira, não há obrigatoriedade de guardar jejum. Já os dias de festa litúrgica não têm o mesmo peso dos dias de solenidade litúrgica; por isso, prepare os peixes para a festa da Cátedra de São Pedro! Ficou curioso para saber a diferença entre as festas e as solenidades? Quando conhecemos melhor os detalhes da nossa liturgia, dá mais vontade de prestar atenção a ela, não dá?


4. Cada pessoa só pode conseguir indulgências para ela mesma ou para a alma de alguma pessoa já falecida. Não podemos “transferir” indulgências para outras pessoas vivas.


5. Dos 35 Doutores da Igreja, 4 são mulheres. Isto pode até não impressionar você, mas repare que, por exemplo, dos 43 presidentes dos Estados Unidos, tidos como o país que mais propaga a democracia e a igualdade no mundo, zero foram mulheres! De todos os Doutores da Igreja, a mais “recente” é uma mulher: uma freira do século XIX, época em que a maioria das faculdades nem sequer admitia mulheres. Mesmo assim, há muitos “pregadores laicos” que não se cansam de acusar a Igreja católica de “odiar as mulheres”.


Casulas
6. Todas as vestes litúrgicas dos sacerdotes católicos têm um significado específico. É por isso que, para citar um exemplo, a casula, que simboliza o amor, é usada por cima da estola, que simboliza a autoridade. Afinal, “por cima de tudo, o amor” (cf. Colossenses 3,14).


7. O tempo mínimo de participação na missa que a Igreja pede a todo católico equivale a mais ou menos 0,65% da nossa vida. Se formos à missa em todas as celebrações de preceito (e apenas nelas), o nosso “tempo total de missa” ficará em torno de 57 horas por ano. Bem que poderíamos dar a Deus um pouco mais do que isso, não poderíamos?


8. Em alguns países, as palmas ou ramos de oliveira usados no Domingo de Ramos são queimados para produzir as cinzas da Quarta-Feira de Cinzas. Em outros países, as pessoas guardam os ramos abençoados em casa, como sacramentais cujo caráter simbólico evoca esperança, vitória e vida. Em várias regiões do Brasil, faz parte da piedade popular queimar esses ramos durante ocasiões de perigo, particularmente tempestades, para recordar a esperança na proteção de Deus.


Sudário de Turim / Reprodução
9. Nenhum cientista conseguiu apresentar uma explicação satisfatória para a origem da imagem estampada no tecido do Santo Sudário de Turim. A datação do sudário por carbono, que concluiu que a peça seria medieval e não do tempo de Cristo, é questionada inclusive por cientistas. Além disso, nem sequer a tecnologia do século XXI conseguiu reproduzir as peculiaridades únicas da imagem tal como ela foi estampada, inexplicadamente, no tecido.


10. Lutero só rejeitou os livros deuterocanônicos depois que um adversário dele mostrou que o purgatório é um conceito bíblico, usando justamente um livro deuterocanônico. Após este episódio, Lutero começou a excluir alguns livros da Bíblia, mas não conseguiu eliminar todos os que pretendia, como Hebreus, Tiago, Judas e o Apocalipse.


11. A teoria do Big Bang foi concebida por um padre católico. Todo mundo riu dele: "Ah, católicos bobos, sempre achando que o universo teve um começo!". Além de sacerdote, ele era físico. O papa Francisco não disse nenhuma novidade quando afirmou, recentemente, que a Igreja católica aceita a evolução. Faz muitas décadas que a Igreja reconhece o fato evolutivo e o considera compatível com um Deus criador. O que a Igreja não reconhece é que todo o universo tenha surgido por obra do mero acaso e sem nenhuma finalidade. A declaração do papa Francisco, no entanto, foi divulgada como “grande novidade” por certa parcela da mídia.



12. Religiosos católicos também participaram de descobertas e criações como o método científico, a genética e o sistema universitário. Mesmo assim, há que teime em acusar a Igreja de odiar a ciência, a educação intelectual e o progresso técnico e tecnológico.


13. Pelo menos três papas foram hereges: Libério, Silvério e Honório I. Mas nenhum deles caiu em heresia durante o período de seu papado.


14. A primeira leitura nas missas de domingo é sempre escolhida com base na sua relação com o evangelho do dia. Já a segunda leitura não precisa ter necessariamente uma ligação direta com a primeira ou com o evangelho. 


15. Se você ler 8 parágrafos do catecismo da Igreja católica por dia, vai conseguir ler e refletir sobre o catecismo inteiro antes do fim do ano. Que tal considerar esta dica como um desafio e começar hoje mesmo?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

“Cristo é nossa paz” é o lema da Campanha para Evangelização 2014



Este ano, a iniciativa completa 16 anos a serviço das atividades pastorais da Igreja. A mobilização nacional buscará promover iniciativas que visem superar a violência e edificar a paz, além de articular gestos concretos na sociedade por meio das ações evangelizadoras da Igreja.


Lema

“Cristo é nossa paz” é o lema da CE 2014, apropriado para o tempo litúrgico do Advento. Neste período de preparação ao Natal, entre pessoas, famílias e na sociedade em geral, existe um clima de confraternização na busca pela paz.


Criada em 1998 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a iniciativa busca mobilizar os católicos a assumir a responsabilidade de participar na sustentação das atividades pastorais da Igreja. 


A Campanha para a Evangelização (CE) tem o slogan “Evangeli.Já”, que faz referência à palavra evangelizar e mostra a urgência da evangelização e da cooperação de todos.


O ponto alto da Campanha será a coleta realizada nas missas e celebrações do domingo, dia 14 de dezembro em todas as comunidades católicas do Brasil. 


A distribuição dos recursos é feita da seguinte forma: 45% permanecem na própria diocese; 20% são encaminhados para os regionais da CNBB; e os demais 35% para a CNBB Nacional. 


Fonte: CNBB.

domingo, 23 de novembro de 2014

Cristo, Rei do Universo

UM REI A SERVIÇO DOS NECESSITADOS


Pe. Gilbert Mika Alemick, ssp

O projeto do Pai é vida e salvação para a humanidade. Para realizá-lo, ele enviou o seu Filho unigênito com a missão de libertar homens e mulheres da escravidão do pecado. Jesus passou pelo mundo cumprindo a vontade do Pai: pregou a boa-nova do reino, curou os doentes, defendeu os fracos e injustiçados, denunciou as injustiças… Ele se pôs ao lado dos pobres e excluídos, dos pequenos e humildes.


O Filho, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus um privilégio. Esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo, tornando-se igual aos homens (Fl 2,7). Obediente a Deus e servidor da humanidade, fez-se pobre para nos enriquecer com sua pobreza.


Jesus é rei, e percebemos isso nos dois extremos de sua vida terrena. Já no seu nascimento, os magos se referem ao recém-nascido como “o rei que acaba de nascer” (Mt 2,2). E também na cruz Jesus foi reconhecido como rei.


Mas o reinado de Jesus é o serviço. Ele é um rei que se compromete com a dignidade humana, de modo especial com os pobres. Como disse o papa João Paulo II, citado pelos bispos no Documento de Aparecida, “nossa fé proclama que Jesus Cristo é o rosto humano de Deus e o rosto divino do homem. Por isso, a opção preferencial pelos pobres e necessitados está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para nos enriquecer com sua pobreza”. Da pessoa de Jesus, servidor da humanidade, decorre a missão de seus seguidores de se porem a serviço dos pobres.



Como cristãos, discípulos e discípulas de Cristo, cabe-nos imitá-lo, agindo da mesma forma que o Mestre, opondo-se a todo sistema egoísta e opressor que o mundo propõe. Com efeito, “de nossa fé nele nasce também a solidariedade como atitude permanente de encontro, irmandade e serviço. Ela há de se manifestar em opções e gestos visíveis, principalmente na defesa da vida e dos direitos dos mais vulneráveis e excluídos” (Documento de Aparecida).


O evangelho desta solenidade exprime claramente essa opção de Jesus pelos pobres e fracos. Ele apresenta-nos Cristo como rei, mas o reinado dele é o da justiça e do amor. Um rei que se solidariza e se identifica com os necessitados: famintos, sedentos, estrangeiros, doentes, prisioneiros. Cada vez que realizamos atos de caridade e solidariedade em favor deles, é ao próprio Jesus que o fazemos.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Estão abertas as inscrições para o vestibular 2015.1 do ICESPI

Do site da Arquidiocese de Teresina


O Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí (ICESPI) está com inscrições abertas para o vestibular 2015.1. Os interessados podem fazer a inscrição até o dia 11 de dezembro, na sede do instituto.


Estão sendo ofertadas 50 vagas para o curso de Filosofia e 50 para Teologia, sendo que destas, 16 são para seminaristas e 34 para os leigos. A secretária acadêmica do ICESPI, Francisca Barbosa, explica que os cursos são reconhecidos pelo Ministério da Educação, através das portarias 063 e 137, respectivamente. 


“As aulas das turmas específicas de Teologia para os leigos acontecem três vezes na semana. O objetivo é que as pessoas em geral possam conhecer melhor a sua Igreja, para que assim vivenciem melhor a sua fé”, observa.


Para se inscrever os interessados precisam ter o ensino médio completo e dirigir-se até a sede do ICESPI, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, em frente à Igreja de Fátima, em Teresina, para realizar a inscrição. Já os portadores de curso superior precisam apenas apresentar a comprovação do ensino superior para efetuar a matrícula.


A taxa de inscrição custa 50,00 reais. As provas serão realizadas no dia 13 de dezembro, às 08h da manhã.


Mais informações pelo site www.icespi.com.br ou pelo telefone 3211-7726.


domingo, 9 de novembro de 2014

9 de novembro: Dedicação da Basílica de Latrão

A Igreja com que sonhamos


Pe. Virgílio, ssp


O grande sinal de salvação do mundo é a Igreja, que brotou do sangue de Cristo. Ela, mãe de um povo santo e pecador, apresenta-se com o rosto divino de Cristo, seu esposo. E também com os traços imperfeitos de seus filhos e filhas.


Nós a proclamamos una, santa, católica e apostólica. Isto é, unida, sem defeito, aberta a todos e fundamentada sobre os alicerces da fé transmitida pelos próprios apóstolos. Por isso, sonhamos com uma igreja que se mantenha sempre firme na palavra de Deus. A fim de que, na hora em que soprarem as ventanias da calúnia, da perseguição e do poder das trevas, ela não acabe ruindo, à semelhança das muralhas de Jericó.


Sonhamos com uma Igreja em que Cristo jamais se torne presença remota, estranha ou até ignorada. E sim presença concreta, percebida por todos, cada vez mais procurada e amada.


Sonhamos com uma Igreja em que todos se reconheçam e se amem como irmãs e irmãos. Onde não haja quem chore pela dureza do coração de alguns e quem se alegre enquanto outros estiverem chorando.


Sonhamos com uma Igreja em que não haja marginalizados, privilegiados, primeiros e últimos, mas em que todos se sintam iguais, no mais puro clima evangélico. E se privilegiados houver, que sejam os pequeninos e os desprotegidos.


Sonhamos com uma Igreja em que ninguém tenha de lamentar a falta de acolhida, de ajuda e de perdão. Mas em que todos se preocupem, a fim de que seja repartido com amor o pão do corpo, assim como é repartido o pão da fé.


Se essa Igreja tão amada ainda mostra alguma ruga, a culpa é nossa: suas imperfeições são as nossas imperfeições. Mas não deixemos de sonhar com uma Igreja perfeita, pois não seria a primeira vez que os sonhos mais ousados se tornariam realidade.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

2 de novembro: Dia dos fiéis defuntos

QUE NADA SE PERCA


A comemoração de Todos os Fiéis Falecidos é ocasião para recordar aqueles que já passaram por este mundo, para agradecer o bem que puderam fazer, o amor que conseguiram espalhar.

É também ocasião para pensar na própria morte. Não para deixar de fazer planos, mas para direcionar a própria vida na perspectiva dos seguidores de Jesus, o Filho que revela o amor pleno do Pai e busca a todo custo salvar a todos.

Salvar de que, para que e como? Salvar de uma vida sem sentido, que se perde no nada; salvar para a vida eterna, na ressurreição que nos abre a visão e o ser de Deus, o tudo para sempre; salvar pela fé nele mesmo, o Filho de Deus, aderindo a suas palavras, assimilando sua vida, doada como alimento para a vida do mundo.

É oportuno, portanto, pensar na morte em relação à vida. Dizemos que o contrário da morte é a vida. Mas a morte terrena não é o fim da vida. O contrário da morte terrena é tão somente o nascimento neste mundo. A vida continua, plenificada por Deus, que nos ressuscita por sua graça. Pois é de graça que Deus nos dá a vida eterna, resgatando o pouco que aqui tivermos feito, completando o muito que ficou faltando. E isso porque ele ama.

Pensar na morte é pensar no amor que se doa, o amor que dá sentido à nossa vida; o amor que revela qual é a nossa fé, nossa adesão a Jesus; o amor que somos chamados a viver hoje, porque hoje pode ser, de fato, nosso último dia.

Ao rezar por nossos entes queridos que já vivem na comunhão dos santos, agradeçamos ao Deus da vida, que nos ama e em seu Filho dá sentido à nossa existência. A fé na eternidade e a certeza da morte terrena nos levam a relativizar o que aqui deixaremos, para dar a devida importância ao que levaremos para junto de Deus.

Pe. Paulo Bazaglia, SSP