Hino da Padroeira

domingo, 6 de abril de 2014

Formação permanente para catequistas


No último sábado dia 05,  foi realizado na Comunidade São Francisco das Chagas - Lourival Parente, um encontro de formação permanente para os catequistas da nossa Paróquia, as palestrantes foram as catequistas Luciana e Nairane da nossa comunidade Paroquial, e membros da equipe de formadores da Arquidiocese de Teresina. Confira na integra, o texto usado para a formação.  


ARQUIDIOCESE DE TERESINA
COMISSÃO ARQUIDIOCESANA DE CATEQUESE
ENCONTRO ANUAL DE FORMAÇÃO CATEQUÉTICA – 2014
“Os desafios para transmissão da fé.”

SÍNTESE DO CONTEÚDO

Assessora: Ir. Graça Sabino- Regional NE 4 da CNBB - Setor de Catequese

“Jesus: Palavra Encarnada e Palavra Anunciada”.

INTRODUÇÃO

O tema do Encontro anual é “os desafios para a transmissão da fé”. O tema desta nossa reflexão é: “Jesus: Palavra Encarnada e Palavra Anunciada”. A palavra pastoral vem de Pastor. Quem trabalha na pastoral procura imitar Jesus, “o bom pastor” (Jo 10,11.14). Nesta reflexão vamos ver de perto como era a animação bíblica da prática de Jesus como Pastor.
Buscar a prática pedagógica de alguém é mergulhar na sua vida, no seu ambiente, nas suas relações, na sua fala, nos desafios de sua caminhada, no seu pensamento. É também entender a proposta que ele oferece aos que o escutam, bem como a sua maneira de oferecer esta proposta. Enfim, a pedagogia de uma pessoa revela quem ela é. Buscar a pedagogia de Jesus é entender o caminho que ele propôs, a maneira de ele chamar as pessoas para trilhar este caminho e o modo como ele mesmo trilhou este caminho.
Nesta reflexão vamos olhar, em primeiro lugar, para a pessoa de Jesus, como ele mesmo encarnou a Palavra em sua vida. Em segundo lugar, vamos olhar para o seu relacionamento com as outras pessoas, como lhes anunciava a Palavra de Deus.

1. Como Jesus encarnava a Palavra de Deus em sua vida

Antes de mais nada, é necessário lembrar um dado muito importante que condicionará tudo que vamos dizer sobre a encarnação da Palavra em Jesus e sobre o anúncio que ele fazia da mesma Palavra ao povo. Naquele tempo, ninguém tinha Bíblia em casa. Só havia uma única Bíblia para todos na Sinagoga. Era no ambiente orante comunitário tanto da Casa como da Sinagoga, que a Palavra era ouvida e meditada, anunciada e praticada.

2. Em Jesus “a Palavra se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14)

Cada um de nós, pelo simples fato de nascer neste mundo, nasce num determinado lugar, numa determinada família, num determinado povo. Nasce marcado de muitas maneiras. Jesus também. A família, a cultura, a língua, o lugar do nascimento afetam a vida da gente de alto a baixo. E estas coisas, ninguém as escolhe. Elas fazem parte da existência humana. São o ponto de partida para qualquer coisa que se queira fazer na vida. É o mistério da encarnação! Jesus assumiu estes condicionamentos lá onde eles pesam mais, isto é, no meio dos pobres. Jesus era um "filho do carpinteiro" (Mt 13,55). "Sendo de condição divina, esvaziou-se a si mesmo e assumiu a condição de empregado”, um no meio de muitos (Fl 2,6-7; cf. 2Cor 8,9). "Ele foi provado como nós, em todas as coisas, menos no pecado" (Hb 4,15). “Mesmo sendo filho de Deus, teve que aprender pelo sofrimento o que vem a ser a obediência” (Hb 5,8).
A encarnação da Palavra em Jesus foi um processo que se iniciou com o Sim obediente de Maria e terminou com o último Sim de Jesus na cruz quando disse: “Está tudo consumado” (Jo 19,30). Jesus deixou a Palavra de Deus entrar dentro de si, e ela tomou conta de tudo. Ele dizia: “Eu faço sempre o que o Pai me manda fazer” (Jo 12,50). “O meu alimento é fazer a vontade do Pai” (Jo 4,34). Fazer a vontade do Pai e cumprir a missão era o eixo da vida de Jesus. Como diz a carta aos hebreus, citando o salmo: "Ao entrar no mundo ele afirmou: “Eis me aqui! Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vonta­de!" (Hb 10,5.7; Sl 40,8-9). Jesus se deixou moldar pela Palavra a cada momento da sua vida. Por isso podia dizer: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14,9). Como diz o povo do menino que se parece com o pai: “É a cara do pai!”
Esta encarnação da Palavra em Jesus não era automática, mas sim fruto de uma luta que ele travava dentro de si para obedecer ao Pai em tudo. Jesus dizia: "Por mim mesmo nada posso fazer: eu julgo segundo o que ouço" (Jo 5,30; 5,19). Não foi fácil. Para obedecer à Palavra do Pai, Jesus teve que desobedecer várias vezes às autoridades religiosas da época. Ele teve momentos difíceis, em que gritava: “Afasta de mim este cálice!” (Mc 14,36). Teve que pedir a ajuda dos amigos (Mt 26,38.40). Teve que rezar muito para poder vencer (Hb 5,7; Lc 22,41-46). Mas venceu! Ele mesmo o confirma: “Eu venci o mundo!” (Jo 16,33). Como diz a carta aos Hebreus: “Durante a sua vida na terra, Cristo fez orações e súplicas a Deus, em alta voz e com lágrimas, ao Deus que podia salvá-lo da morte. E Deus o escutou, porque ele foi submisso”. (Hb 5,7).

3. As etapas do processo da encarnação da Palavra de Deus em Jesus

Os três ambientes da formação de Jesus

·         Em CASA na família.
Na segunda carta a Timóteo transparecem os costumes familiares daquele tempo. Paulo diz: “Lembro-me da fé sincera que há em você (Timóteo), a mesma que havia antes na sua avó Lóide, depois em sua mãe Eunice e que agora, estou convencido, também há em você” (2Tim 1,5). E ainda: “Desde a infância você conhece as Sagradas Escrituras; elas têm o poder de comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Jesus Cristo” (2Tim 3,15). A transmissão da fé nada mais era do que a leitura orante ou a ruminação constante da Palavra de Deus na convivência familiar. Esta mesma ruminação da Palavra transparece no Cântico de Maria (Lc 1,46-55), todo recheado de citações de salmos e outras evocações bíblicas. Sinal de que eles conheciam a Bíblia e rezavam os salmos a ponto de conhecê-los até de memória.

·         Na SINAGOGA em comunidade

Todo sábado Jesus participava da celebração da Palavra na sinagoga. Era o costume dele (Lc 4,16). O conhecimento que tinha da Bíblia vinha destas reuniões semanais na comunidade, onde se faziam duas leituras: da Lei e dos profetas (At 13,15). Em Nazaré, naquele sábado, Jesus fez a leitura do profeta Isaías (Lc 4,18,19; Is 61,1-2). Rabi Aquiba (Séc II) definiu as reuniões semanais com esta frase lapidar: “O mundo repousa sobre três colunas: a Lei, o Culto e o Amor”. A Lei é a Bíblia, o Culto é a reza dos salmos, o Amor é a vontade de ajudar o próximo. Até hoje as reuniões das nossas comunidades são assim.

·   No TEMPLO nas romarias com o povo

O ano litúrgico, marcado pelas grandes festas de Páscoa, Pentecostes e Tendas, mantinha no povo a memória das grandes etapas da sua história, narradas na Bíblia. Mantinha viva a consciência da sua pertença ao povo de Deus. Aqui se situam as romarias (Ex 23,14-17), nas quais Jesus participava desde doze anos de idade e que o empolgavam tanto a ponto de permanecer em Jerusalém no meio dos doutores para aprender mais as coisas de Deus, lembradas nas Escrituras (Lc 2,41-50).
Será que hoje conseguimos criar para nós, dentro da nossa realidade e cultura, através da nossa ação pastoral, um ritmo comunitário orante que seja diário, semanal e anual e envolva a família, a comunidade e a paróquia? Este é o grande desafio para nós que queremos retomar hoje o caminho de Jesus e sermos seus discípulos e discípulas.

O contexto mais amplo do ambiente em que Jesus se formou

As propostas pedagógicas da época de Jesus

Conhecer a prática pedagógica daquela época ajuda a entender melhor a prática pedagógica de Jesus. Na sociedade judaica, no primeiro século da Era Cristã, os rabinos eram os grandes educadores. Para exercer esta função, o candidato devia freqüentar a Escola dos Escribas em Jerusalém (Eclo 51,23; At 22,3). Durante o tempo de preparação, os candidatos deviam apropriar-se de um conteúdo básico que incluía o estudo das Escrituras e da Tradição dos Antigos (Eclo 39,1-11). Depois de formados, voltavam para suas aldeias e educavam as pessoas, convivendo e compartilhando com elas os afazeres cotidianos. Dividiam seu dia em três partes: oito horas para o estudo, oito horas para o trabalho e oito horas para o descanso. Dando exemplo de uma vida disciplinada, os escribas eram respeitados e temidos pelo povo da aldeia.
Na sua prática educacional, os rabinos ocupavam os dois principais espaços da aldeia. O primeiro espaço era o culto semanal na sinagoga. Aqui a leitura da Escritura era feita em hebraico e a explicação para o povo era feita em aramaico. Esta interpretação visava dar ao povo elementos necessários para viver a fé e, ao mesmo tempo, resistir às forças desagregadoras da ocupação romana. Educar era antes de tudo, preservar as tradições e não se deixar envolver pelas propostas do mundo cultural greco-romano. O segundo espaço era a escola, que funcionava junto à sinagoga (cf. At 15,21). Aqui o rabino era realmente um professor. Na escola os meninos da aldeia aprendiam a ler e a escrever. As meninas estavam excluídas. O estudo permitia que os meninos, aos treze anos, fizessem o rito de iniciação chamado de Bar Mitzvah. Neste dia o menino, lendo e interpretando uma passagem da Escritura diante de sua comunidade, demonstrava ter o discernimento necessário para tomar decisões. A partir deste dia era considerado um adulto. Portanto, a prática pedagógica dos rabinos visava a maturidade das pessoas para que elas pudessem ser membros ativos da vida social, participando das decisões tanto da aldeia quanto do país.
Ocupando estes dois espaços numa pequena aldeia, o escriba tornava-se uma referencia forte e obrigatória, metendo-se na vida de todos, opinando e interferindo, mesmo quando não era chamado. Na verdade um rabino era a grande autoridade do lugar. Ele podia entrar nas casas e vistoriar bens, comidas e roupas (Lv 14,33-56;Mt 23,14). Podia expulsar qualquer membro da comunidade que apresentasse algum sintoma de “lepra” e que poderia colocar em risco a vida das pessoas da comunidade (Lv 13,1-59). Sentado na cátedra da sinagoga (Mt 23,2), ele definia o rumo da vida das pessoas colocadas sob sua guarda. Tinha muito poder e sabia exercê-lo.

A escola de Jesus

Jesus não teve a oportunidade, como o apóstolo Paulo, de estudar na escola superior de Jerusalém com um doutor como Gamaliel (At 22,3). Dos trinta e três anos da sua vida, ele passou mais de trinta no anonimato, em Nazaré, uma aldeia pequena e sem importância (Jo 1,46). Lá ele viveu e se formou, aprendendo em casa com a família e na comunidade com o povo (cf. Lc 2,52). Esta foi a ESCOLA de Jesus.
A escola de Jesus era, antes de tudo, a vida em casa, na família, onde vivia com os pais, obediente a eles (Lc 2,51). Mas é bom sabermos que “família”, naquela época, reunia muita gente. Na verdade eram famílias ampliadas, reunindo pessoas unidas por laços de parentesco e que hoje chamamos de “clã”. Foi lá, no meio de muita gente, que ele aprendeu a amar, a andar, a falar, a conviver, a rezar, a trabalhar, a pensar.
A escola de Jesus era a Bíblia, lida na comunidade (sinagoga) e ruminada em casa. Pelos evangelhos, como veremos mais adiante, a gente percebe que Jesus conhecia muito bem a Bíblia. Se alguém juntar todas as alusões ou citações que Jesus faz da Bíblia, perceberá que ele conhecia a Bíblia de cor e salteado. Fruto da participação nas reuniões da comunidade, dos doze aos trinta anos de idade, o tempo em que viveu em Nazaré. Do contrário, não teria chegado a conhecer tão bem a Bíblia.
A escola de Jesus era a Tradição, transmitida pelos escribas ou doutores da lei. Jesus reconhece a autoridade dos escribas, os teólogos da época. Mas avisa: "Façam o que eles dizem, mas não o que eles fazem!" (Mt 23,3) Reconhece que eles transmitem a vontade de Deus. Mas denuncia: muita coisa do que eles exigem não tem nada a ver com a vontade do Pai. Eles esvaziam o mandamento de Deus (Mc 7,13). “Vocês abandonam o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens." (Mc 7,8)
A escola de Jesus era a convivência com o povo de Nazaré. Nazaré era um povoado pequeno, onde todo mundo conhecia todo mundo. Eles conheciam Jesus e a sua família (Mc 6,3). Jesus conhecia o povo (Jo 2,24-25). Nesta convivência de mais de trinta anos aprendeu as inúmeras coisas que todos nós aprendemos naturalmente, ao longo dos anos da vida: as tradições, os costumes, as festas, os jogos, os cânticos, os tabus, as histórias, os medos, as doenças, os poderes, os remédios.
A escola de Jesus era o trabalho. Jesus se formou trabalhando. Aprendeu a profissão de seu pai (Mt 13,55). A palavra carpinteiro que define a profissão de Jesus dá a idéia de um artesão da comunidade. Jesus servia ao povo de Nazaré como carpinteiro, pedreiro e ferreiro (Mc 6,3). Além disso, como todo judeu do interior, trabalhava na roça como agricultor. Carpintaria e Roça! Trabalho duro para viver e sobreviver. Na Galiléia a terra não é ruim. Dá o suficiente para o povo viver. Mas os impostos eram altos e o controle fiscal rígido. Havia muitos cobradores de impostos, chamados de publicanos (Mc 2,14.15). O povo não tinha defesa contra o sistema que o explorava.
A escola de Jesus era o mundo. O povo da Galiléia tinha uma maneira diferente de conviver com os outros povos. Era mais aberto e mais ecumênico que o da Judéia, no Sul. A Galiléia estava cercada de cidades pagãs, todas elas grandes centros comerciais: Damasco, Tiro, Sidônia, Ptolemaida, Cesaréia, Samaria e a Decápole. Por isso, os judeus da Galiléia tinham mais contato com os pagãos do que os da Judéia. Este contato mais freqüente com os outros povos teve influência na formação de Jesus. Ele não se fecha nos limites históricos de Israel e viaja para as regiões de Tiro e Sidônia (Mc 7, 24.31), da Decápole (Mc 5,1.20; 7,31), de Cesaréia de Filipe (Mc 8,27) e de Samaria (Lc 17, 11). Andando por esses lugares, ele conversa com o povo que os judeus mais fechados consideravam impuro (Mc 7,24-29; Jo 4,7-42). Jesus reconhece o valor e a fé de pessoas que não eram judias e aprende delas (Mt 8,10; 15,28).
A escola de Jesus era a sua vida de intimidade com Deus, seu Pai. Jesus rezava muito. Passava noites em oração (Lc 6,12). Na oração, procurava saber o que o Pai queria dele (Mt 26,39). Na medida em que crescia nele a intimidade com o Pai, crescia também a consciência de filho. Jesus adquiria um olhar diferente para ler e entender a Bíblia e a vida. A Bíblia era lida e ensinada pelos fariseus e escribas a partir de uma determinada idéia de Deus. Jesus, que experimentava Deus como Pai, já não podia concordar com tudo que se ensinava na sinagoga. Ele foi descobrindo que os apelos da vida humana falam tanto e até mais de Deus do que todos os preceitos e doutrinas transmitidas pela Bíblia.

A prática pastoral de Jesus

A palavra seguir é o termo que define a prática pastoral de Jesus. Tal palavra indica o tipo especial de relacionamento entre Jesus, chamado mestre, e os seus seguidores e seguidoras, chamados discípulos e discípulas. Este relacionamento mestre-discípulo é muito diferente do relacionamento professor-aluno. Seguindo o mestre, o discípulo aprende convivendo com ele. Só entenderemos a prática pastoral de Jesus se entendermos sua prática formativa desenvolvida na convivência com as pessoas que o seguiam. Formando uma comunidade com seus discípulos, Jesus aponta como caminho pedagógico sua prática de ser um com eles. Vamos destacar alguns passos deste método educativo de convivência comunitária.

Uma pastoral que parte da realidade

Jesus convida as pessoas à reflexão a partir das coisas ou dos fatos mais corriqueiros. Salgar a comida (Mt5,13), acender uma lâmpada (Mt 5,14), pescadores que puxam rede (Mt 13,47), camponeses semeando (Mt13,4), plantas que crescem (Mt 13,31), pastores trabalhando (Lc 15,4), uma galinha choca que protege seus pintainhos debaixo das asas (Mt 23,37), uma torre que cai sobre os operários (Lc 13,4), mulher fazendo pão (Lc 13,20), filhos que saem de casa (Lc 15,13), brigas familiares (Mc 3,25), juízes corruptos (Lc 18,2), trabalhadores desempregados (Mt 20,7), mendigos sentados nas portas (Lc 16,20), odres que se rompem (Mc 2,22), roupas remendadas (Mt 9,16), festa de casamento (Mt 22,2)... Qualquer situação humana é material suficiente para Jesus transmitir um ensinamento. Sua pedagogia parte da observação, da realidade, do cotidiano. Nada de decorar conteúdos ou raciocinar em cima de abstrações, mas de analisar fatos e situações bem concretas. Partindo destas situações caseiras, Jesus consegue se fazer entender por qualquer pessoa (Lc 10,21), permitindo que sua mensagem atinja a todos, sem discriminação.

Uma pastoral participativa

Ao optar pelo ensinamento através de parábolas, Jesus adota uma pastoral de participação do ouvinte. A palavra parábola vem do grego e significa “comparação”. Na verdade, parábola tenta traduzir o hebraico mashal. Um mashal é mais do que uma comparação. Mashal é uma sentença sapiencial, uma frase, um dito, um provérbio, enfim, o alicerce da Sabedoria que define o pensamento próprio do povo de Israel (cf. Sl 78,1-8). Ao adotar o mashal como instrumento pedagógico (Mc 4,33), Jesus está sendo fiel ao pensamento e à cultura de seu povo. Ao construir suas historietas, seus contos, seus “causos”, Jesus sabe que o mashal só se completa com a reação e a participação do ouvinte. Desta forma, vemos que Jesus faz sua opção por uma pedagogia participativa e de fácil acesso, sendo compreendido por todos.
A parábola provoca. Ela é uma forma participativa de ensinar, de educar. Não dá tudo trocado em miúdo. Não faz saber, mas faz descobrir. Ela leva a pessoa a refletir sobre a sua própria experiência de vida, e faz com que esta experiência a leve a descobrir que Deus está presente no cotidiano, no dia-a-dia. Esta era a novidade da Boa Nova trazida por Jesus, diferente dos doutores que ensinavam que Deus só se manifestava na observância da lei. Jesus diz: “O Reino está presente no meio de vocês!” (Lc 17,21). A parábola muda os olhos, faz da pessoa uma observadora da realidade. Certa vez, um bispo perguntou na comunidade: “Jesus falou que devemos ser como sal. Para que serve o sal?” Discutiram e, no fim, encon­traram mais de dez finalidades para o sal! Aí foram aplicar tudo isto à própria comunidade e desco­briram que ser sal é difícil e exigente! A parábola funcionou e ajudou-os a dar um passo. Jesus tinha uma capacidade muito grande de comparar as coisas de Deus como as coisas mais simples da vida. Isto supõe duas coisas que marcam a pedagogia de Jesus: estar bem por dentro das coisas da vida do povo, e estar bem por dentro das coisas de Deus, do Reino de Deus.

Uma pastoral que cria comunidades

Jesus propõe um caminho. No seu esforço de ser um com seus discípulos e discípulas, Jesus oferece a todos uma convivência. Nesta proposta ele não seleciona pessoas. Acolhe a todos e todas. Sabe conviver com todos, transmitindo e ensinando qualquer um que se proponha a ouvi-lo. Por outro lado, Jesus não trata a todos por igual. Ele sabe distinguir as pessoas com métodos particulares, conforme a situação peculiar de cada uma delas. Tanto Nicodemos quanto a samaritana receberam um ensinamento sobre o batismo. Mas o diálogo de Jesus com Nicodemos não é o mesmo que ele estabelece com a samaritana.
Ao longo daqueles três anos, Jesus acompanha os discípulos e as discípulas. Ele é o amigo (Jo 15,15) que convive com elas e eles, conversa com eles, come com eles, anda com eles, alegra-se com eles, sofre com eles. É através desta convivência pedagógica que os discípulos e as discípulas se formam. Muitos pequenos gestos refletem o testemunho de vida com que Jesus marcava presença na vida dos discípulos. O seu jeito de ser e de conviver com os amigos, de relacionar-se com as pessoas e de acolher o povo que vinha falar com ele era a maneira de ele dar forma humana à sua experiência de Deus como Pai.
Um ponto importante nesta prática pastoral é saber delegar, engajar e envolver os discípulos e discípulas na sua própria missão. Desde o primeiro momento do chamado, ele os envolve na missão (Lc 9,1-2; 10,1). Devem ir, dois a dois, para anunciar a chegada do Reino (Mt 10,7; Lc 10,1.9), curar os doentes (Lc 9,2), expulsar os demônios (Mc 3, 15), anunciar a paz (Lc 10,5; Mt 10,13) e rezar pela continuidade da missão (Lc 10,2). Ele os forma dentro da ação, envolvendo-os na missão que ele mesmo estava realizando em obediência ao Pai.

Uma pastoral libertadora.

Jesus vive e faz o que ensina e ninguém consegue acusá-lo de algum pecado (Jo 8,46). Ele é livre e comunica liberdade aos que o cercam (Jo 8,32-36), dando-lhes coragem de transgredir as tradições caducas dos escribas e arrancar espigas no campo (Mt 12, 1-8). Com os discípulos e discípulas cria relações intensas e profundas que ajudam as pessoas a crescer e se libertar. Ele soube ser:
Amigo, que comparte tudo, até mesmo o segredo do Pai (Jo 15,15).
Carinhoso, capaz de provocar respostas fortes de amor (Lc 7,37-38; 8,2-3; Jo 21,15-17; Mc 14,3-9).
Atencioso, preocupa-se com a alimentação (Jo 21,9) e o descanso deles (Mc 6,31).
Pacificador, inspira paz e reconciliação (Jo 20,19; Mt 10,26-33; Mt 18,18-22; Mt 16,19).
Comprometido, defende os amigos quando são criticados pelos adversários (Mc 2,18-19; 7,5-13).
Realista e observador, desperta a atenção dos discípulos para as coisas da vida (Lc 8,4-8).
Livre, desperta e provoca liberdade e libertação (Mc 2,27; 2,18.23)
Misericordioso, manso e humilde, acolhe a todos, especialmente os pobres (Mt 11,28).
Preocupado com a situação do povo, esquece o próprio cansaço e acolhe o povo (Mt 9,36-38).
Compreensivo, aceita os discípulos do jeito que são, até mesmo a fuga, a negação e a traição, sem romper com eles (Mc 14,27-28; Jn 6,67).
* Numa palavra, Jesus é humano, muito humano, tão humano como só Deus pode ser humano!
Deste modo, pelo seu jeito de ser e pelo testemunho de sua vida, Jesus encarnava o amor de Deus e o revelava aos discípulos (Mc 6,31; Mt 10,30; Lc 15,11-32). Tornava-se para eles uma pessoa significativa que os marcou pelo resto de sua vida como "caminho, verdade e vida" (Jo 14,6).

REFERÊNCIAS:
             Bíblia de Jerusalém
Livros do CEBI - CNBB
A Palavra de Deus ecoa também nas CEB´s
Leitura Orante da Bíblia
1º Congresso de Animação Biblica-catequética
 [1] Carlos Mesters e Francisco Orofino


[1] Carlos Mesters e Francisco Orofino fazem parte do CEBI (Centro de Estudos Bíblicos), entidade ecumênica criada em 1977 para aprofundar, articular e intensificar a leitura da Bíblia que o povo já fazia nas comunidades. O objetivo do CEBI é promover uma leitura libertadora da Bíblia a serviço da pastoral popular das igrejas cristãs. Este escrito é fruto de um trabalho nas Comunidades Eclesiais de base e grupos dos movimentos populares.



quarta-feira, 2 de abril de 2014

"No matrimônio o amor é mais forte do que as brigas”

Durante a Audiência Geral, o Papa Francisco lembra que a união conjugal é um reflexo da aliança entre Deus e o homem.

 

O sacramento do matrimônio está enraizado na criação do mundo e na aliança entre o homem e Deus (cf. Gn 1,27; 2, 24), foi o que disse o Papa Francisco durante a Audiência Geral desta manhã que termina o ciclo de catequeses sobre os sacramentos.

"Fomos criados para amar, como um reflexo de Deus e do seu amor - disse o Papa -. E na união conjugal, o homem e a mulher realizam esta vocação no sinal da reciprocidade e da comunhão de vida plena e definitiva”.

A celebração do matrimônio entre um homem e uma mulher, é algo em que Deus, de alguma forma se “espelha” e imprime nos esposos “os próprios traços e o caráter indelével do seu amor”, explicou o Pontífice.

A imagem de Deus, portanto, não é reflexa no homem e na mulher, cada um diferente do outro, mas na “aliança entre o homem e mulher” que são “criados para amar” e cuja união conjugal realiza tal vocação “no sinal da reciprocidade e da comunhão de vida plena e definitiva”.

Mesmo na Santíssima Trindade, de fato, encontra-se o amor entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo que "vivem desde sempre em uma unidade perfeita”. Da mesma forma o “mistério do Matrimônio” é Deus que faz dos dois esposos “uma só existência” ou, como diz a Bíblia, “uma só carne”.

Centra-se no "mistério” do matrimônio também São Paulo que nos lembra como a relação estabelecida por Cristo com a Igreja seja “delicadamente nupcial” (cf. Ef 5,21-33). Isso significa que o matrimônio "responde a uma vocação específica e deve ser considerado como uma consagração (cf. Gaudium et spes, 48; Familiaris Consortio , 56)", disse o Papa.

A união entre homem e mulher é uma verdadeira "consagração" em nome do “seu amor” e “por amor”. “Os esposos, de fato – acrescentou – em virtude do Sacramento, são investidos por uma verdadeira e própria missão, para que possam tornar visíveis, a partir das coisas simples, ordinárias, o amor com o qual Cristo ama a sua Igreja, continuando a doar a vida por ela, na fidelidade e no serviço”.

No matrimônio “o verdadeiro vínculo é sempre com o Senhor” e este vínculo é fortalecido “quando o esposo ora pela esposa e a esposa ora pelo esposo”. Mesmo com todas as dificuldades que a vida matrimonial traz - dificuldades econômicas e laborais, nervosismo, brigas - "não devemos ficar tristes com isso", exortou o Papa Francisco.

"A condição humana é assim. Mas o segredo é que o amor é mais forte do que as brigas. E é por isso que eu aconselho aos esposos, sempre, que nunca terminem um dia em que tenham brigado sem fazer as pazes. Sempre!”, concluiu o Santo Padre.

Roma,  


Fonte: (Zenit.org) 


João Paulo II: o atleta de Deus que também nos ensinou a morrer

Em livro, o doutor Renato Buzzonetti narra as últimas horas de vida do pontífice que faleceu há exatos 9 anos, em 2 de abril de 2005.

Roma, 02 de Abril de 2014 (Zenit.org

Desde que apareceu na janela da Praça de São Pedro com seu sorridente rosto redondo, cheio de energia, o papa que caminhava com passo dinâmico pelas longas escadarias da praça foi chamado de "atleta de Deus". Parecia que aquele homem poderoso e incansável não iria nunca precisar dos médicos, mas tudo mudou num belo dia de primavera de 1981: as balas disparadas pela mão assassina não o mataram, mas minaram seriamente a sua saúde de ferro. Desde então, João Paulo II se tornou também um homem do sofrimento: a doença e a dor se tornaram parte da sua vida e fizeram da Policlínica Gemelli um lugar muito familiar (o papa, aliás, a chamava de "Vaticano III"). Dessa experiência nasceu a carta apostólica "Salvifici doloris", sobre o sentido cristão do sofrimento, além do desejo de ter na cúria um dicastério voltado aos doentes e aos profissionais da saúde: com o motu próprio "Dolentium hominum", João Paulo II estabeleceu o Conselho da Pastoral dos Agentes de Saúde. E foi ele, ainda, que criou a Jornada Mundial dos Enfermos, no dia 11 de fevereiro, festa de Nossa Senhora de Lourdes.

Pouco a pouco, o Parkinson e os problemas com ossos e articulações o foram imobilizando e aprisionando em seu corpo, mas o papa continuava a sua missão sem esconder as suas dores: não para se exibir, mas para reivindicar o valor e o papel de cada pessoa na sociedade, mesmo se doente ou deficiente. As últimas semanas da vida terrena de João Paulo II foram os seus dias de calvário: o papa que tinha nos ensinado a viver nos ensinava também como enfrentar a morte.

Ao lado de João Paulo II até o instante final esteve sempre o médico pessoal, doutor Renato Buzzonetti. No livro-entrevista “Accanto a Giovanni Paolo II” [Ao lado de João Paulo II, publicado na Itália pela Editora ARES], ele conta os trechos seguintes:
* * *
Foram dias que marcaram profundamente a minha vida, dominados por um gravíssimo compromisso profissional, pela participação dolorosa no drama humano e religioso que estava acontecendo diante dos meus olhos, por uma tensão extrema diante da grande responsabilidade que pesava sobre os meus ombros e, finalmente, por uma oração ininterrupta, em comunhão com o papa que sofria na sua cruz mística.

Na quinta-feira, 31 de março de 2005, por volta das 11 horas da manhã, enquanto celebrava a missa na capela privada, o Santo Padre sentiu um tremor intenso, seguido por uma séria elevação da temperatura e por um gravíssimo choque séptico. Graças à habilidade dos reanimadores, a situação crítica foi controlada e dominada mais uma vez.

Perto das 17 horas, foi rezada a santa missa ao pé da cama do papa, que aos poucos emergia do choque. Quem celebrou foi o cardeal Jaworski, com mons. Stanislaw, mons. Mietek e dom Rylko. O Santo Padre estava com os olhos semiabertos. O cardeal de Lviv lhe deu a unção dos enfermos. Na consagração, o papa levantou fracamente o braço direito, duas vezes, em direção ao pão e ao vinho. Tentou bater no peito com a mão direita no momento do Agnus Dei. Depois da missa, a convite de mons. Stanislaw, os presentes beijaram a mão do Santo Padre. Ele chamou as freiras pelo nome e acrescentou: “Pela última vez”. Seu médico, antes de lhe beijar a mão, disse em voz alta: “Santo Padre, nós o amamos e estamos aqui juntos com todo o coração”. Depois, sendo quinta-feira, o Santo Padre quis comemorar a hora de adoração eucarística: leitura, recitação dos salmos, cantos entoados pela irmã Tobiana.

Na sexta-feira, 1º de abril de 2005, depois da missa concelebrada por ele, o Santo Padre pediu, às 8 horas, para fazer a via-crúcis, fazendo o sinal da cruz em cada uma das 14 estações. Participou da recitação da terceira hora do ofício divino e, às 8h30, pediu para ouvir a leitura de passagens da Sagrada Escritura, lidas pelo padre Tadeusz Styczen. Os cuidados médicos continuaram sem pausas.

No sábado, 2 de abril de 2005, foi celebrada a santa missa ao pé da cama do Santo Padre. Ele participou com atenção. No final, com palavras arrastadas e quase ininteligíveis, João Paulo II pediu a leitura do evangelho de São João, que o Pe. Styczen fez devotadamente, lendo nove capítulos. Homem contemplativo, com a ajuda dos presentes, o papa recitou as orações do dia até o ofício das leituras do domingo iminente.

Por volta das 15h30, o Santo Padre sussurrou para a Irmã Tobiana: "Deixem-me ir para o Senhor...", em polonês. Mons. Stanislaw me referiu essas palavras apenas alguns minutos mais tarde. Aquele era o seu "consummatum est" (Jo 19, 30).

Não era uma rendição passiva à doença, nem uma fuga do sofrimento, mas a mostra da consciência profunda de uma via-crúcis bravamente aceita até a espoliação de toda coisa terrena e da própria vida, e que agora se aproximava do objetivo final: o encontro com o Senhor. Ele não queria atrasar esse encontro, esperado desde os anos da juventude. Foi para isso que ele tinha vivido. Aquelas palavras eram de expectativa e de esperança, de renovada e definitiva entrega nas mãos do Pai.

Naquelas mesmas horas, eu e meus colegas médicos constatamos que a doença se voltava inexoravelmente para o fim do seu curso. A nossa batalha tinha sido travada com paciência, humildade e prudência; e fora extremamente difícil, porque, intimamente, nós sabíamos que ela terminaria em derrota. A racionalidade técnica, a consciência e a sabedoria dos médicos, o carinho iluminado dos familiares foram guiados constantemente pelo respeito misericordioso e total do homem que sofria. Não houve tratamento agressivo.

Depois das 16 horas, o Santo Padre foi adormecendo e perdendo gradualmente a consciência. Por volta das 19 horas, ele entrou em coma profundo e em agonia. O monitor registrava o esgotamento progressivo dos parâmetros vitais.

Às 20 horas, começou a missa celebrada aos pés da cama do pontífice que falecia. Foi celebrada por mons. Dziwisz com o cardeal Jaworski, mons. Mietek e dom Rylko. Cantos poloneses se entrelaçavam com os cantares que subiam da Praça de São Pedro, lotada. Uma pequena vela brilhava sobre o criado-mudo, ao lado da cama.

Às 21h37, o Santo Padre morreu. Depois de poucos minutos de atônita dor, foi entoado o Te Deum em língua polonesa e, da praça, de repente, viu-se iluminada a janela do quarto do papa.
* * *
Nesta sexta-feira, 4 de abril de 2014, a Universidade Europeia de Roma organizará, às 19 horas, o encontro “João XXIII, João Paulo II: dois papas, dois santos”, com testemunhos inéditos sobre a santidade dos dois pontífices prestes a ser canonizados. A entrada será livre.

"Porém, eu não morro totalmente, o que em mim é imperecedouro, permanece". Papa João Paulo II (Karol Józef Wojtyla, 1920 - 2005)



sexta-feira, 28 de março de 2014

Programação para a Semana Santa e Páscoa 2014


 
Domingo de Ramos: dia 13/04

Com os ramos nas mãos, vamos seguir os passos do Senhor em sua entrada em Jerusalém e em seu percurso rumo à cruz.

7h30 Benção dos Ramos e santa Missa na Igreja Matriz.

9h Benção dos Ramos e Celebração da Palavra na Igreja São Francisco das Chagas (Lourival Parente).

9h Benção dos Ramos e santa Missa na Igreja Nossa Senhora Maria Auxiliadora (Parque Rodoviário).

16h30 Concentração e Benção dos Ramos na Igreja de São Francisco das Chagas - Lourival Parente, e procissão até a Igreja Matriz, concluindo com a Santa Missa.

Segunda feira Santa: 14/04

08h30 Recolhimento do Clero  (Socopinho)

19h Missa do Crisma na Catedral Nossa Senhora das Dores (Benção dos santos óleos)

Quarta feira Santa: 16/04

19h Missa na Igreja Matriz, presidida pelo o Senhor Arcebispo Dom Jacinto..


Quinta feira Santa: 17/04

“O cálice por nós abençoado, é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.” (Sl 115)

18h Missa da Ceia do Senhor e lava pés na Igreja de São Francisco das Chagas - Lourival Parente. 
(Em seguida adoração ao Santíssimo Sacramento)

19h30 Missa da Ceia do Senhor e lava pés na Igreja Matriz.
 (Em seguida adoração ao Santíssimo Sacramento)

Sexta feira Santa: 18/04

“Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3,16)

15h Ação Litúrgica e Via Sacra na Igreja Matriz.

15h Ação Litúrgica e Via Sacra na Igreja São Francisco das Chagas (Lourival Parente).

15h Ação Litúrgica e Via Sacra na Igreja Nossa Senhora Maria Auxiliadora (Parque Rodoviário).

Sábado Santo: 19/04

“Cantemos ao Senhor que fez brilhar a sua glória.” (Ex 15)

18h Missa da Vigília Pascal na Igreja São Francisco das Chagas (Lourival Parente).

20h Missa da Vigília Pascal na Igreja Matriz

Domingo de Páscoa: 20/04

“Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!” (Sl 117)

9h Missa na Igreja Nossa Senhora Maria Auxiliadora (Parque Rodoviário).

9h Celebração da Palavra na Igreja São Francisco das Chagas (Lourival Parente).

17h30 Missa na Igreja Matriz.

19h Missa na Igreja São Francisco das Chagas (Lourival Parente).

“Que a ressurreição de Cristo renove a nossa fé permitindo sermos cada vez mais solidários e fraternos como Jesus nos ensinou”. 

Uma Santa e Feliz Páscoa!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Arquidiocese de Teresina lançou a 19ª Caminhada da Fraternidade

Com o tema "Somos Um Time de Irmãos", a Arquidiocese de Teresina, por meio da Ação Social Arquidiocesana (ASA), promoveu o lançamento da 19ª Caminhada da Fraternidade na noite desta quinta-feira, dia 20, no Auditório Paulo VI, centro da cidade. A solenidade contou a presença do Arcebispo de Teresina, Dom Jacinto Brito; do Vigário geral e coordenador da Caminhada, Pe. Tony Batista; prefeito de Teresina, Firmino Filho; além de membros do clero e fiéis que participam e apoiam a causa.


Dom Jacinto Brito reforçou o espírito de fraternidade e a demonstração de amor e que envolve a Caminhada da Fraternidade. "Todos são chamados para fazer parte deste time de solidariedade. A Caminhada da Fraternidade é um evento que reúne pessoas de todas as idades, raças e etnias e tem como objetivo incluir toda a sociedade para ajudar as pessoas que estão de alguma forma à margem dela", enfatizou o Arcebispo de Teresina.




O coordenador da Caminhada da Fraternidade, Pe. Tony Batista, falou que este ano o evento traz a Copa e o papa Francisco como inspiração e ressaltou a importância da causa para os mais necessitados. "A Igreja tem se colocado no lugar das pessoas menos favorecidas, que estão em uma situação de riscos. É com esse espírito de solidariedade que vamos entrar em campo, pela 19ª vez, para virar o jogo contra a indiferença, a exclusão, a discriminação, nossas eternas adversárias", disse. A iniciativa beneficia trabalhos voltados para os carentes da capital, idosos, crianças em situação de risco e pessoas com problemas de saúde que estão acolhidos no Lar da Fraternidade, Lar de Misericórdia e Maria Imaculada.


O lançamento contou ainda com a participação do Balé da Cidade, com coreografia de Roberto Freitas, preparada especialmente para a ocasião, além da apresentação das peças publicitárias criadas pela empresa S/A Propaganda, que desde 2006 realiza a campanha publicitária do evento voluntariamente


quinta-feira, 20 de março de 2014

Maçom, ocultista e ateu testemunha sua conversão pela intercessão de Nossa Senhora, em Lourdes.

Ser maçom facilitou minha ascensão profissional. No entanto, em 1983, tive grandes dificuldades profissionais. Ao mesmo tempo, a saúde da minha esposa Claude me preocupava cada vez mais. Ela apresentava problemas digestivos graves e muito dolorosos. Quase não comia. Nenhum tratamento, nem científico nem oculto, conseguia resolver seus males.


Eu propus a Claude que saísse da Grã-Bretanha e fosse passar uns dias em Font Romeu, levando em consideração os benefícios de uma mudança de clima. No início de fevereiro de 1984, eu a levei até lá, deitada no carro. Infelizmente, ela teve de permanecer de cama durante todo esse período.


Um choque cosmo-telúrico

Então, tive uma ideia muito estranha para um ateu. Eu lhe propus que, na viagem de volta, passássemos por Lourdes. Eu esperava que isso provocasse nela um choque psicológico salvador ou um choque cosmo-telúrico. Segundo minhas pesquisas em radiestesia e geobiologia, este lugar se encontrava situado em um cruzamento de correntes telúricas.


O choque foi imenso! Seu marido – médico, maçom e anticlerical – lhe sugeria ir a Lourdes! Cristã no segredo do seu coração, Claude começou a temer que um fracasso deste passo aumentasse meu ceticismo e ateísmo.


Em Lourdes, fomos à Gruta na qual os cristãos acreditam que Nossa Senhora apareceu a uma jovem pastora, Bernardette; depois, fomos às piscinas nas quais os doentes vindos em peregrinação se submergiam, acreditando que aquela água fosse milagrosa.


Confiando Claude aos especialistas do local, busquei refúgio em uma cripta. Estavam celebrando uma Missa. Escutei com atenção. Em um determinado momento, o padre se levantou e leu estas palavras: “Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto”.


Esta frase, que eu tinha ouvido muitas vezes em ritos de iniciação maçônicos, era uma palavra desse Jesus que eu considerava um sábio e um grande iniciado, mas não o Senhor! Seguiu-se um grande momento de silêncio e escutei claramente uma doce voz que me dizia: “Está bem, você pede a cura de Claude, mas o que você tem a oferecer?”.


Fascinado por estas palavras interiores, só voltei aos meus sentidos no momento em que o sacerdote elevou a Hóstia e no qual, pela primeira vez, reconheci Cristo neste humilde pedaço de pão: era a Luz que eu havia buscado, em vão, em inúmeras iniciações.


Em um instante e como resposta, só vi a mim mesmo como oferenda. Eu, o ateu, anticlerical durante mais de 40 anos…


No final da Missa, segui o padre até a sacristia e pedi que ele me batizasse, sem suspeitar que era necessária toda uma preparação para receber este sacramento. Ele me explicou o procedimento e me encaminhou ao arcebispo de Rennes, também na França.


Minha nova vida

Motivado pela experiência que acabara de viver, fui encontrar Claude. Ela pôde constatar a nova alegria que emanava de mim. Na viagem de volta, minha curiosidade insaciável pela fé e pela vida cristã, pela maneira de rezar, bem como meu desejo de ser batizado, convenceram-na da veracidade da minha transformação.


Foram meus primeiros passos em minha nova vida. Cada vez mais atraído por esta Luz que eu havia visto em Lourdes, retirei pouco a pouco, com muita dificuldade, todo vínculo com o ocultismo e a maçonaria.


Começou para mim uma existência orientada ao amor a Deus e aos outros. Com relação a Claude, ela recuperou a saúde inesperadamente.


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Matéria originalmente publicada em http://blog.comshalom.org/carmadelio/39931-macom-ateu-testemunha-sua-conversao-pela-intercessao-de-nossa-senhora-em-lourdes

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