Hino da Padroeira

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE PREPARAM-SE PARA 13º INTERECLESIAL


Com a finalidade de partilhar as experiências e reflexões das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Brasil, nasceram, na década de 70, os Intereclesiais.  A 13ª edição do encontro será de 7 a 11 de janeiro de 2014, na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará. O evento terá como tema “Justiça e profecia a serviço da vida” e lema, “Romeiras do Reino no campo e na cidade”. A expectativa é de que 4 mil pessoas, representando as comunidades de todo o Brasil e de vários continentes, participem do encontro.
De acordo com o bispo da diocese de Crato (CE), dom Fernando Panico, várias paróquias e comunidades já estão envolvidas na preparação do evento. “Temos certeza de que toda a fase de preparação é para a diocese de Crato uma grande benção. Podemos constatar todo o movimento nas nossas comunidades que estão se organizando para acolher os delegados”, disse o bispo.
A programação baseia-se no método “Ver”, “Julgar” e “Agir”. Na ocasião, haverá visitas às paróquias e comunidades, testemunhos de luta, desafios e esperança, momentos de celebrações, oficinas e plenárias, que contarão com a participação de diversos assessores nacionais, além de uma Feira de Economia Solidária e Comércio Justo.
As CEBs, por meio dos Intereclesiais, mantêm o elo entre as comunidades do Brasil. Trata-se de um momento para reafirmar o papel das CEBs dentro da Igreja, que define sua importância como propulsora de mudanças em diversas realidades brasileiras.
Fonte: CNBB

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DA PAZ - 1º DE JANEIRO DE 2014




FRATERNIDADE, FUNDAMENTO E CAMINHO PARA A PAZ

1. Nesta minha primeira Mensagem para o Dia Mundial da Paz, desejo formular a todos, indivíduos e povos, votos duma vida repleta de alegria e esperança. Com efeito, no coração de cada homem e mulher, habita o anseio duma vida plena que contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à comunhão com os outros, em quem não encontramos inimigos ou concorrentes, mas irmãos que devemos acolher e abraçar.
Na realidade, a fraternidade é uma dimensão essencial do homem, sendo ele um ser relacional. A consciência viva desta dimensão relacional leva-nos a ver e tratar cada pessoa como uma verdadeira irmã e um verdadeiro irmão; sem tal consciência, torna-se impossível a construção duma sociedade justa, duma paz firme e duradoura. E convém desde já lembrar que a fraternidade se começa a aprender habitualmente no seio da família, graças, sobretudo às funções responsáveis e complementares de todos os seus membros, mormente do pai e da mãe. A família é a fonte de toda a fraternidade, sendo por isso mesmo também o fundamento e o caminho primário para a paz, já que, por vocação, deveria contagiar o mundo com o seu amor.
O número sempre crescente de ligações e comunicações que envolvem o nosso planeta torna mais palpável a consciência da unidade e partilha dum destino comum entre as nações da terra. Assim, nos dinamismos da história – independentemente da diversidade das etnias, das sociedades e das culturas –, vemos semeada a vocação a formar uma comunidade feita de irmãos que se acolhem mutuamente e cuidam uns dos outros. Contudo, ainda hoje, esta vocação é muitas vezes contrastada e negada nos fatos, num mundo caracterizado pela «globalização da indiferença» que lentamente nos faz «habituar» ao sofrimento alheio, fechando-nos em nós mesmos.
Em muitas partes do mundo, parece não conhecer tréguas a grave lesão dos direitos humanos fundamentais, sobretudo dos direitos à vida e à liberdade de religião. Exemplo preocupante disso mesmo é o dramático fenômeno do tráfico de seres humanos, sobre cuja vida e desesperos especulam pessoas sem escrúpulos. Às guerras feitas de confrontos armados juntam-se guerras menos visíveis, mas não menos cruéis, que se combatem nos campos econômicos e financeiros com meios igualmente demolidores de vidas, de famílias, de empresas.
A globalização, como afirmou Bento XVI, torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos. [1] As inúmeras situações de desigualdade, pobreza e injustiça indicam não só uma profunda carência de fraternidade, mas também a ausência duma cultura de solidariedade. As novas ideologias, caracterizadas por generalizado individualismo, egocentrismo e consumismo materialista, debilitam os laços sociais, alimentando aquela mentalidade do «descartável» que induz ao desprezo e abandono dos mais fracos, daqueles que são considerados «inúteis». Assim, a convivência humana assemelha-se sempre mais a um mero do ut des pragmático e egoísta.
Ao mesmo tempo, resulta claramente que as próprias éticas contemporâneas se mostram incapazes de produzir autênticos vínculos de fraternidade, porque uma fraternidade privada da referência a um Pai comum como seu fundamento último não consegue subsistir. [2] Uma verdadeira fraternidade entre os homens supõe e exige uma paternidade transcendente. A partir do reconhecimento desta paternidade, consolida-se a fraternidade entre os homens, ou seja, aquele fazer-se «próximo» para cuidar do outro.
«Onde está o teu irmão?» (Gn 4, 9)
2. Para compreender melhor esta vocação do homem à fraternidade e para reconhecer de forma mais adequada os obstáculos que se interpõem à sua realização e identificar as vias para a superação dos mesmos, é fundamental deixar-se guiar pelo conhecimento do desígnio de Deus, tal como se apresenta de forma egrégia na Sagrada Escritura.
Segundo a narração das origens, todos os homens provêm dos mesmos pais, de Adão e Eva, casal criado por Deus à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 26), do qual nascem Caim e Abel. Na história desta família primigênia, lemos a origem da sociedade, a evolução das relações entre as pessoas e os povos.
Abel é pastor, Caim agricultor. A sua identidade profunda e, conjuntamente, a sua vocação é serem irmãos, embora na diversidade da sua atividade e cultura, da sua maneira de se relacionarem com Deus e com a criação. Mas o assassinato de Abel por Caim atesta, tragicamente, a rejeição radical da vocação a serem irmãos. A sua história (cf. Gn 4, 1-16) põe em evidência o difícil dever, a que todos os homens são chamados, de viver juntos, cuidando uns dos outros. Caim, não aceitando a predileção de Deus por Abel, que Lhe oferecia o melhor do seu rebanho – «o Senhor olhou com agrado para Abel e para a sua oferta, mas não olhou com agrado para Caim nem para a sua oferta» (Gn 4, 4-5) –, mata Abel por inveja. Desta forma, recusa reconhecer-se irmão, relacionar-se positivamente com ele, viver diante de Deus, assumindo as suas responsabilidades de cuidar e proteger o outro. À pergunta com que Deus interpela Caim – «onde está o teu irmão?» –, pedindo-lhe contas da sua ação, responde: «Não sei dele. Sou, porventura, guarda do meu irmão?» (Gn 4, 9). Depois – diz-nos o livro do Gênesis –, «Caim afastou-se da presença do Senhor» (4, 16).
É preciso interrogar-se sobre os motivos profundos que induziram Caim a ignorar o vínculo de fraternidade e, simultaneamente, o vínculo de reciprocidade e comunhão que o ligavam ao seu irmão Abel. O próprio Deus denuncia e censura a Caim a sua contiguidade com o mal: «o pecado deitar-se-á à tua porta» (Gn 4, 7). Mas Caim recusa opor-se ao mal, e decide igualmente «lançar-se sobre o irmão» (Gn 4, 8), desprezando o projeto de Deus. Deste modo, frustra a sua vocação original para ser filho de Deus e viver a fraternidade.
A narração de Caim e Abel ensina que a humanidade traz inscrita em si mesma uma vocação à fraternidade, mas também a possibilidade dramática da sua traição. Disso mesmo dá testemunho o egoísmo diário, que está na base de muitas guerras e injustiças: na realidade, muitos homens e mulheres morrem pela mão de irmãos e irmãs que não sabem reconhecerem-se como tais, isto é, como seres feitos para a reciprocidade, a comunhão e a doação.
«E vós sois todos irmãos» (Mt 23, 8)
3. Surge espontaneamente a pergunta: poderão um dia os homens e as mulheres deste mundo corresponder plenamente ao anseio de fraternidade, gravado neles por Deus Pai? Conseguirão, meramente com as suas forças, vencer a indiferença, o egoísmo e o ódio, aceitar as legítimas diferenças que caracterizam os irmãos e as irmãs?
Parafraseando as palavras do Senhor Jesus, poderemos sintetizar assim a resposta que Ele nos dá: dado que há um só Pai, que é Deus, vós sois todos irmãos (cf. Mt 23, 8-9). A raiz da fraternidade está contida na paternidade de Deus. Não se trata de uma paternidade genérica, indistinta e historicamente ineficaz, mas do amor pessoal, solícito e extraordinariamente concreto de Deus por cada um dos homens (cf. Mt 6, 25-30). Trata-se, por conseguinte, de uma paternidade eficazmente geradora de fraternidade, porque o amor de Deus, quando é acolhido, torna-se mais admirável agente de transformação da vida e das relações com o outro, abrindo os seres humanos à solidariedade e à partilha ativa.
Em particular, a fraternidade humana foi regenerada em e por Jesus Cristo, com a sua morte e ressurreição. A cruz é o «lugar» definitivo de fundação da fraternidade que os homens, por si sós, não são capazes de gerar. Jesus Cristo, que assumiu a natureza humana para a redimir, amando o Pai até à morte e morte de cruz (cf. Fl 2, 8), por meio da sua ressurreição constitui-nos como humanidade nova, em plena comunhão com a vontade de Deus, com o seu projeto, que inclui a realização plena da vocação à fraternidade.
Jesus retoma o projeto inicial do Pai, reconhecendo-Lhe a primazia sobre todas as coisas. Mas Cristo, com o seu abandono até à morte por amor do Pai, torna-Se princípio novo e definitivo de todos nós, chamados a reconhecer-nos n’Ele como irmãos, porque filhos do mesmo Pai. Ele é a própria Aliança, o espaço pessoal da reconciliação do homem com Deus e dos irmãos entre si. Na morte de Jesus na cruz, ficou superada também a separação entre os povos, entre o povo da Aliança e o povo dos Gentios, privado de esperança porque permanecera até então alheio aos pactos da Promessa. Como se lê na Carta aos Efésios, Jesus Cristo é Aquele que reconcilia em Si todos os homens. Ele é a paz, porque, dos dois povos, fez um só, derrubando o muro de separação que os dividia, ou seja, a inimizade. Criou em Si mesmo um só povo, um só homem novo, uma só humanidade nova (cf. 2,14-16).
Quem aceita a vida de Cristo e vive n’Ele, reconhece Deus como Pai e a Ele Se entrega totalmente, amando-O acima de todas as coisas. O homem reconciliado vê, em Deus, o Pai de todos e, consequentemente, é solicitado a viver uma fraternidade aberta a todos. Em Cristo, o outro é acolhido e amado como filho ou filha de Deus, como irmão ou irmã, e não como um estranho, menos ainda como um antagonista ou até um inimigo. Na família de Deus, onde todos são filhos dum mesmo Pai e, porque enxertados em Cristo, filhos no Filho, não há «vidas descartáveis». Todos gozam de igual e inviolável dignidade; todos são amados por Deus, todos foram resgatados pelo sangue de Cristo, que morreu na cruz e ressuscitou por cada um. Esta é a razão pela qual não se pode ficar indiferente perante a sorte dos irmãos.
A fraternidade, fundamento e caminho para a paz
4. Suposto isto, é fácil compreender que a fraternidade é fundamento e caminho para a paz. As Encíclicas sociais dos meus Predecessores oferecem uma ajuda valiosa neste sentido. Basta ver as definições de paz da Populorum progressio, de Paulo VI, ou da Sollicitudo rei socialis, de João Paulo II. Da primeira, apreendemos que o desenvolvimento integral dos povos é o novo nome da paz[3] e, da segunda, que a paz é opus solidaritatis, fruto da solidariedade.[4]
Paulo VI afirma que tanto as pessoas como as nações se devem encontrar num espírito de fraternidade. E explica: «Nesta compreensão e amizade mútuas, nesta comunhão sagrada, devemos (...) trabalhar juntos para construir o futuro comum da humanidade».[5] Este dever recai primariamente sobre os mais favorecidos. As suas obrigações radicam-se na fraternidade humana e sobrenatural, apresentando-se sob um tríplice aspecto: o dever de solidariedade, que exige que as nações ricas ajudem as menos avançadas; o dever de justiça social, que requer a reformulação em termos mais corretos das relações defeituosas entre povos fortes e povos fracos; o dever de caridade universal, que implica a promoção de um mundo mais humano para todos, um mundo onde todos tenham qualquer coisa a dar e a receber, sem que o progresso de uns seja obstáculo ao desenvolvimento dos outros.[6]
Ora, da mesma forma que se considera a paz como opus solidarietatis, é impossível não pensar que o seu fundamento principal seja a fraternidade. A paz, afirma João Paulo II, é um bem indivisível: ou é bem de todos, ou não o é de ninguém. Na realidade, a paz só pode ser conquistada e usufruída como melhor qualidade de vida e como desenvolvimento mais humano e sustentável, se estiver viva, em todos, «a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum».[7] Isto implica não deixar-se guiar pela «avidez do lucro» e pela «sede do poder». É preciso estar pronto a «“perder-se” em benefício do próximo em vez de o explorar, e a “servi-lo” em vez de o oprimir para proveito próprio (...). O “outro” – pessoa, povo ou nação – [não deve ser visto] como um instrumento qualquer, de que se explora, a baixo preço, a capacidade de trabalhar e a resistência física, para o abandonar quando já não serve; mas sim como um nosso “semelhante”, um “auxílio”».[8] 
A solidariedade cristã pressupõe que o próximo seja amado não só como «um ser humano com os seus direitos e a sua igualdade fundamental em relação a todos os demais, mas [como] a imagem viva de Deus Pai, resgatada pelo sangue de Jesus Cristo e tornada objeto da ação permanente do Espírito Santo»,[9] como um irmão. «Então a consciência da paternidade comum de Deus, da fraternidade de todos os homens em Cristo, “filhos no Filho”, e da presença e da ação vivificante do Espírito Santo conferirá – lembra João Paulo II – ao nosso olhar sobre o mundo como que um novo critério para interpretá-lo», [10] para transformá-lo.

A fraternidade, premissa para vencer a pobreza
5. Na Caritas in veritate, o meu Predecessor lembrava ao mundo que uma causa importante da pobreza é a falta de fraternidade entre os povos e entre os homens.[11] Em muitas sociedades, sentimos uma profunda pobreza relacional, devido à carência de sólidas relações familiares e comunitárias; assistimos, preocupados, ao crescimento de diferentes tipos de carências, marginalização, solidão e de várias formas de dependência patológica. Uma tal pobreza só pode ser superada através da redescoberta e valorização de relações fraternas no seio das famílias e das comunidades, através da partilha das alegrias e tristezas, das dificuldades e sucessos presentes na vida das pessoas.
Além disso, se por um lado se verifica uma redução da pobreza absoluta, por outro não podemos deixar de reconhecer um grave aumento da pobreza relativa, isto é, de desigualdades entre pessoas e grupos que convivem numa região específica ou num determinado contexto histórico-cultural. Neste sentido, servem políticas eficazes que promovam o princípio da fraternidade, garantindo às pessoas – iguais na sua dignidade e nos seus direitos fundamentais – acesso aos «capitais», aos serviços, aos recursos educativos, sanitários e tecnológicos, para que cada uma delas tenha oportunidade de exprimir e realizar o seu projeto de vida e possa desenvolver-se plenamente como pessoa.
Reconhece-se haver necessidade também de políticas que sirvam para atenuar a excessiva desigualdade de rendimento. Não devemos esquecer o ensinamento da Igreja sobre a chamada hipoteca social, segundo a qual, se é lícito – como diz São Tomás de Aquino – e mesmo necessário que «o homem tenha a propriedade dos bens»,[12] quanto ao uso, porém, «não deve considerar as coisas exteriores que legitimamente possui só como próprias, mas também como comuns, no sentido de que possam beneficiar não só a si mas também aos outros».[13]
Por último, há uma forma de promover a fraternidade – e, assim, vencer a pobreza – que deve estar na base de todas as outras. É o desapego vivido por quem escolhe estilos de vida sóbrios e essenciais, por quem, partilhando as suas riquezas, consegue assim experimentar a comunhão fraterna com os outros. Isto é fundamental, para seguir Jesus Cristo e ser verdadeiramente cristão. É o caso não só das pessoas consagradas que professam voto de pobreza, mas também de muitas famílias e tantos cidadãos responsáveis que acreditam firmemente que a relação fraterna com o próximo constitua o bem mais precioso.
A redescoberta da fraternidade na economia
6. As graves crises financeiras e econômicas dos nossos dias – que têm a sua origem no progressivo afastamento do homem de Deus e do próximo, com a ambição desmedida de bens materiais, por um lado, e o empobrecimento das relações interpessoais e comunitárias, por outro – impeliram muitas pessoas a buscar o bem-estar, a felicidade e a segurança no consumo e no lucro fora de toda a lógica duma economia saudável. Já, em 1979, o Papa João Paulo II alertava para a existência de «um real e perceptível perigo de que, enquanto progride enormemente o domínio do homem sobre o mundo das coisas, ele perca os fios essenciais deste seu domínio e, de diversas maneiras, submeta a elas a sua humanidade, e ele próprio se torne objecto de multiforme manipulação, se bem que muitas vezes não diretamente perceptível; manipulação através de toda a organização da vida comunitária, mediante o sistema de produção e por meio de pressões dos meios de comunicação social».[14]
As sucessivas crises econômicas devem levar a repensar adequadamente os modelos de desenvolvimento econômico e a mudar os estilos de vida. A crise atual, com pesadas consequências na vida das pessoas, pode ser também uma ocasião propícia para recuperar as virtudes da prudência, temperança, justiça e fortaleza. Elas podem ajudar-nos a superar os momentos difíceis e a redescobrir os laços fraternos que nos unem uns aos outros, com a confiança profunda de que o homem tem necessidade e é capaz de algo mais do que a maximização do próprio lucro individual. As referidas virtudes são necessárias sobretudo para construir e manter uma sociedade à medida da dignidade humana.
A fraternidade extingue a guerra
7. Ao longo do ano que termina, muitos irmãos e irmãs nossos continuaram a viver a experiência dilacerante da guerra, que constitui uma grave e profunda ferida infligida à fraternidade.
Há muitos conflitos que se consumam na indiferença geral. A todos aqueles que vivem em terras onde as armas impõem terror e destruição, asseguro a minha solidariedade pessoal e a de toda a Igreja. Esta última tem por missão levar o amor de Cristo também às vítimas indefesas das guerras esquecidas, através da oração pela paz, do serviço aos feridos, aos famintos, aos refugiados, aos deslocados e a quantos vivem no terror. De igual modo a Igreja levanta a sua voz para fazer chegar aos responsáveis o grito de dor desta humanidade atribulada e fazer cessar, juntamente com as hostilidades, todo o abuso e violação dos direitos fundamentais do homem. [15]
Por este motivo, desejo dirigir um forte apelo a quantos semeiam violência e morte, com as armas: naquele que hoje considerais apenas um inimigo a abater, redescobri o vosso irmão e detende a vossa mão! Renunciai à via das armas e ide ao encontro do outro com o diálogo, o perdão e a reconciliação para reconstruir a justiça, a confiança e esperança ao vosso redor! «Nesta óptica, torna-se claro que, na vida dos povos, os conflitos armados constituem sempre a deliberada negação de qualquer concórdia internacional possível, originando divisões profundas e dilacerantes feridas que necessitam de muitos anos para se curarem. As guerras constituem a rejeição prática de se comprometer para alcançar aquelas grandes metas econômicas e sociais que a comunidade internacional estabeleceu».[16]
Mas, enquanto houver em circulação uma quantidade tão grande como a atual de armamentos, poder-se-á sempre encontrar novos pretextos para iniciar as hostilidades. Por isso, faço meu o apelo lançado pelos meus Predecessores a favor da não-proliferação das armas e do desarmamento por parte de todos, a começar pelo desarmamento nuclear e químico.
Não podemos, porém, deixar de constatar que os acordos internacionais e as leis nacionais, embora sendo necessários e altamente desejáveis, por si sós não bastam para preservar a humanidade do risco de conflitos armados. É precisa uma conversão do coração que permita a cada um reconhecer no outro um irmão do qual cuidar e com o qual trabalhar para, juntos, construírem uma vida em plenitude para todos. Este é o espírito que anima muitas das iniciativas da sociedade civil, incluindo as organizações religiosas, a favor da paz. Espero que o compromisso diário de todos continue a dar fruto e que se possa chegar também à efetiva aplicação, no direito internacional, do direito à paz como direito humano fundamental, pressuposto necessário para o exercício de todos os outros direitos.
A corrupção e o crime organizado contrastam a fraternidade
8. O horizonte da fraternidade apela ao crescimento em plenitude de todo o homem e mulher. As justas ambições duma pessoa, sobretudo se jovem, não devem ser frustradas nem lesadas; não se lhe deve roubar a esperança de podê-las realizar. A ambição, porém, não deve ser confundida com prevaricação; pelo contrário, é necessário competir na mútua estima (cf. Rm 12, 10). Mesmo nas disputas, que constituem um aspecto inevitável da vida, é preciso recordar-se sempre de que somos irmãos; por isso, é necessário educar e educar-se para não considerar o próximo como um inimigo nem um adversário a eliminar.
A fraternidade gera paz social, porque cria um equilíbrio entre liberdade e justiça, entre responsabilidade pessoal e solidariedade, entre bem dos indivíduos e bem comum. Uma comunidade política deve, portanto, agir de forma transparente e responsável para favorecer tudo isto. Os cidadãos devem sentir-se representados pelos poderes públicos, no respeito da sua liberdade. Em vez disso, muitas vezes, entre cidadão e instituições, interpõem-se interesses partidários que deformam essa relação, favorecendo a criação dum clima perene de conflito.
Um autêntico espírito de fraternidade vence o egoísmo individual, que contrasta a possibilidade das pessoas viverem em liberdade e harmonia entre si. Tal egoísmo desenvolve-se, socialmente, quer nas muitas formas de corrupção que hoje se difunde de maneira capilar, quer na formação de organizações criminosas – desde os pequenos grupos até àqueles organizados à escala global – que, minando profundamente a legalidade e a justiça, ferem no coração a dignidade da pessoa. Estas organizações ofendem gravemente a Deus, prejudicam os irmãos e lesam a criação, revestindo-se duma gravidade ainda maior se têm conotações religiosas.
Penso no drama dilacerante da droga com a qual se lucra desafiando leis morais e civis, na devastação dos recursos naturais e na poluição em curso, na tragédia da exploração do trabalho; penso nos tráficos ilícitos de dinheiro como também na especulação financeira que, muitas vezes, assume caracteres predadores e nocivos para inteiros sistemas econômicos e sociais, lançando na pobreza milhões de homens e mulheres; penso na prostituição que diariamente ceifa vítimas inocentes, sobretudo entre os mais jovens, roubando-lhes o futuro; penso no abomínio do tráfico de seres humanos, nos crimes e abusos contra menores, na escravidão que ainda espalha o seu horror em muitas partes do mundo, na tragédia frequentemente ignorada dos emigrantes sobre quem se especula indignamente na ilegalidade. A este respeito escreveu João XXIII: «Uma convivência baseada unicamente em relações de força nada tem de humano: nela vê as pessoas cortando a própria liberdade, quando, pelo contrário, deveriam ser postas em condição tal que se sentissem estimuladas a procurar o próprio desenvolvimento e aperfeiçoamento».[17] Mas o homem pode converter-se, e não se deve jamais desesperar da possibilidade de mudar de vida. Gostaria que isto fosse uma mensagem de confiança para todos, mesmo para aqueles que cometeram crimes hediondos, porque Deus não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva (cf. Ez 18, 23).
No contexto alargado da sociabilidade humana, considerando o delito e a pena, penso também nas condições desumanas de muitos estabelecimentos prisionais, onde frequentemente o preso acaba reduzido a um estado sub-humano, violado na sua dignidade de homem e sufocado também em toda a vontade e expressão de resgate. A Igreja faz muito em todas estas áreas, a maior parte das vezes sem rumor. Exorto e encorajo a fazer ainda mais, na esperança de que tais ações desencadeadas por tantos homens e mulheres corajosos possam cada vez mais ser sustentadas, leal e honestamente, também pelos poderes civis.
A fraternidade ajuda a guardar e cultivar a natureza
9. A família humana recebeu do Criador, um dom em comum: a natureza. A visão cristã da criação apresenta um juízo positivo sobre a licitude das intervenções na natureza para dela tirar benefício, contanto que se atue responsavelmente, isto é, reconhecendo aquela «gramática» que está inscrita nela e utilizando, com sabedoria, os recursos para proveito de todos, respeitando a beleza, a finalidade e a utilidade dos diferentes seres vivos e a sua função no ecossistema. Em suma, a natureza está à nossa disposição, mas somos chamados a administrá-la responsavelmente. Em vez disso, muitas vezes deixamo-nos guiar pela ganância, pela soberba de dominar, possuir, manipular, desfrutar; não guardamos a natureza, não a respeitamos, nem a consideramos como um dom gratuito de que devemos cuidar e colocar ao serviço dos irmãos, incluindo as gerações futuras.
De modo particular o sector produtivo primário, o sector agrícola, tem a vocação vital de cultivar e guardar os recursos naturais para alimentar a humanidade. A propósito, a persistente vergonha da fome no mundo leva-me a partilhar convosco esta pergunta: De que modo usamos os recursos da terra? As sociedades atuais devem refletir sobre a hierarquia das prioridades no destino da produção. De fato, é um dever impelente que se utilize de tal modo os recursos da terra, que todos se vejam livres da fome. As iniciativas e as soluções possíveis são muitas, e não se limitam ao aumento da produção. É mais que sabido que a produção atual é suficiente, e, todavia há milhões de pessoas que sofrem e morrem de fome, o que constitui um verdadeiro escândalo. Por isso, é necessário encontrar o modo para que todos possam beneficiar dos frutos da terra, não só para evitar que se alargue o fosso entre aqueles que têm mais e os que devem contentar-se com as migalhas, mas também e, sobretudo por uma exigência de justiça e equidade e de respeito por cada ser humano. Neste sentido, gostaria de lembrar a todos o necessário destino universal dos bens, que é um dos princípios fulcrais da doutrina social da Igreja. O respeito deste princípio é a condição essencial para permitir um acesso real e equitativo aos bens essenciais e primários de que todo o homem precisa e tem direito. 
Conclusão
10. Há necessidade que a fraternidade seja descoberta, amada, experimentada, anunciada e testemunhada; mas só o amor dado por Deus é que nos permite acolher e viver plenamente a fraternidade.
O necessário realismo da política e da economia não pode reduzir-se a um tecnicismo sem ideal, que ignora a dimensão transcendente do homem. Quando falta esta abertura a Deus, toda a atividade humana se torna mais pobre, e as pessoas são reduzidas a objeto passível de exploração. Somente se a política e a economia aceitarem mover-se no amplo espaço assegurado por esta abertura Àquele que ama todo o homem e mulher, é que conseguirão estruturar-se com base num verdadeiro espírito de caridade fraterna e poderão ser instrumento eficaz de desenvolvimento humano integral e de paz.
Nós, cristãos, acreditamos que, na Igreja, somos membros uns dos outros e todos mutuamente necessários, porque a cada um de nós foi dada uma graça, segundo a medida do dom de Cristo, para utilidade comum (cf. Ef 4, 7.25; 1 Cor 12, 7). Cristo veio ao mundo para nos trazer a graça divina, isto é, a possibilidade de participar na sua vida. Isto implica tecer um relacionamento fraterno, caracterizado pela reciprocidade, o perdão, o dom total de si mesmo, segundo a grandeza e a profundidade do amor de Deus, oferecido à humanidade por Aquele que, crucificado e ressuscitado, atrai todos a Si: «Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei. Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 34-35). Esta é a boa nova que requer, de cada um, um passo mais, um exercício perene de empatia, de escuta do sofrimento e da esperança do outro, mesmo do que está mais distante de mim, encaminhando-se pela estrada exigente daquele amor que sabe doar-se e gastar-se gratuitamente pelo bem de cada irmão e irmã.
Cristo abraça todo o ser humano e deseja que ninguém se perca. «Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele» (Jo 3, 17). Fá-lo sem oprimir, sem forçar ninguém a abrir-Lhe as portas do coração e da mente. «O que for maior entre vós seja como o menor, e aquele que mandar como aquele que serve – diz Jesus Cristo –. “Eu estou no meio de vós como aquele que serve» (Lc 22, 26-27). Deste modo, cada atividade deve ser caracterizada por uma atitude de serviço às pessoas, incluindo as mais distantes e desconhecidas. O serviço é a alma da fraternidade que edifica a paz.
Que Maria, a Mãe de Jesus, nos ajude a compreender e a viver todos os dias a fraternidade que jorra do coração do seu Filho, para levar a paz a todo o homem que vive nesta nossa amada terra.
Vaticano, 8 de dezembro de 2013.
FRANCISCUS



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

MENSAGEM DE NATAL



Um natal para O “sem lugar”

É Natal e a iluminação pública ganha reforço com as decorações nas árvores, prédios, postes e avenidas. O espetáculo visual é fascinante e o expectador quase não se dá conta de viver na mesma cidade... tudo parece novo e encantador! As vitrines espelham um ar de felicidade cinematográfica e o vai e vem dos consumidores desenham um turbulento e nervoso clima de compras e vendas, ofertas e atrativos para os olhares e os bolsos. O bom velhinho de barbas brancas, montado em sua carruagem puxada por renas é o grande cicerone da festa que alcança o frenesi no dia 24. Seu saco de presentes é o símbolo do insaciável desejo por presentes. Ninguém escapa do estimulo consumista que dá a sensação de um tempo feliz...
Entretanto, é possível perceber, com algum esforço, que o Natal sofreu perigosa mutação: o Filho do Altíssimo que se fez humano, rebaixado e pequeno, escondido e sem lugar em Belém, nasceu longe do centro e das badalações de seu tempo. A glória de Deus que brilhou nos arredores e despertou os esquecidos pastores que nos campos tangiam suas ovelhas. Os magos do Oriente que nada encontraram no palácio de Herodes, foram orientados a empreender nova busca, pela periferia da cidade. Entre os humanos, o Deus que se situou desconcertantemente fora do foco da sociedade de seu tempo, contentou-se, na falta de lugar, com uma estrebaria. O menino, repousado em palhas e envolto em faixas, teve por primeiro berço uma manjedoura, o comedouro dos animais, um cocho. A visita de Deus à nossa humanidade começou pelos pequenos, esquecidos e distantes. Dá o que pensar se olhamos o que foi feito do Natal, pois a distância parece ainda maior hoje...
Não precisamos abandonar a alegria pagã do comércio, tão pouco deixar de realizar o desejo de desfrutar uma farta ceia com os familiares e amigos. Depois de tudo ainda será permitido um belo passeio para ver a cidade cintilando. Nada disso vai ferir o Natal de Jesus que continua à nossa espera no lado esquecido da vida. Lá onde a manjedoura toma forma de cruz sobre as costas de algum irmão, ou onde o abandono e o sofrimento latejam sem serem notados nas esquinas, nos hospitais, sob as marquises, está a nascer o menino. É lá que brilha a glória de Deus entre os que pastoreiam as latinhas e o papelão para reciclar e o cantinho do beco para dormir. Eles prolongam e atualizam hoje a visita de um Deus que resolveu ser humano a partir das experiências mais duras e rudes da vida, "pois não havia lugar para eles na hospedaria”...
            Aos paroquianos da Imaculada Conceição, um santo e abençoado Natal.


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Festejo da Padroeira da paróquia 2013

FESTEJO DA IMACULADA CONCEIÇÃO

“RENASCIDOS NO CRISTO JESUS, COM MARIA A SERVIÇO DA MISSÃO”


CONVITE


Queridos devotos (as) da Mãe Imaculada Conceição, Paz e Bem! Em virtude do batismo que recebemos, somos todos filhos adotivos e irmãos, através da pessoa de Jesus Cristo, Ele trouxe "Vida Digna para Todos" (Jo 10,10). Por tanto, "Renascidos no Cristo Jesus, com Maria" o Senhor interpela-nos "ide, avancem" (Lc 5,4), "anunciem o Reino de Deus" (Mt 10,7; 1 Jo 1,3), foi através desse chamado que o Apostolo Paulo fez a experiência de anunciar o Evangelho: "para mim pregar o evangelho é uma necessidade" (1Cor 9,16), "a Igreja "nasce do Evangelho e ela existe para evangelizar" (EN 14), porém é preciso "deixar-se evangelizar para evangelizar".

Dentre toda a humanidade Deus escolheu "Maria, a jovem de Nazaré, e serva fiel, para ser a Mãe de Jesus Cristo".

Os devotos e devotas de Nossa Senhora, da Paróquia Imaculada Conceição, se preparam com alegria e devoção, para festejarem o novenario da nossa Padroeira no período de 29/11 a 08/12. Este ano de 2013, temos muitos motivos que nos atraem e convidam a participar desse momento forte: a comemoração do Ano da Fé, a Jornada Mundial da Juventude, a Eleição do Papa Francisco, em fim, a iminência do Santo Natal e do novo ano.

Cremos que diante dos apelos e desafios dos sinais da época e dos tempos em mudança, a Família é o maior patrimônio da humanidade, a Igreja doméstica, e que nela encontramos a fonte de valores sólidos e edificantes, mediante a escuta da Palavra de Deus e no Pão da Eucaristia.

Com estas motivações, convidamos a todos (as) a virem rezar conosco e participar dos momentos de confraternização das famílias, todos dias após a Santa Missa, na Praça da Imaculada.

Que com Maria, estejamos a serviço da missão evangelizadora da Igreja, e construamos a "casa e escola de comunhão", como projeto da família transmissora da fé e da vida.

Frades Franciscanos e
Conselhos: Pastoral Paroquial e Econômico.


CONFIRA A PROGRAMAÇÃO RELIGIOSA


DIA 29/11 - SEXTA FEIRA
5h30 Alvorada musical
6h Oficio de Nossa Senhora
7h Café partilhado (traga seu café)
18h30 Reza do Santo Terço
19h Santa Missa de abertura do festejo.
Tema: Maria serva fiel e obediente à Palavra do Senhor.
Responsáveis: Comunidade Santa Rita, Legião de Maria, Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística, Grupo de Evangelho São Lucas, Pastoral do Batismo, Quadras: 01 e 02, Colégio Alberto Silva.

DIA 30/11 - SÁBADO
18h30 Reza do Santo Terço; 19h Santa Missa.
Tema: Maria, jovem de Nazaré, mãe da luz, ensina-nos a dizer sim a Jesus Cristo.
Responsáveis: Comunidade São Francisco das Chagas, ECC, Infância Missionária, Grupo de Evangelho São Mateus, Quadras: 03 e 04.

DIA 01/12 - DOMINGO
7h30 Missa; 17h Reza do Santo Terço; 17h30 Santa Missa.
Tema: Maria, mãe da esperança, ensina-nos a rezar e assumir a missão do teu Filho.
Responsáveis: Comunidade Santo Expedito, JUFRA, EJC, Coroinhas, Crisma de Jovens, Grupo de Evangelho São Marcos, Semente de Maria, Quadras 05 e 06.

DIA 02/12 - SEGUNDA FEIRA
6h Novena e Missa; 18h30 Reza do Santo Terço; 19h Santa Missa.
Tema: Maria, morada do Verbo encarnado, ajudai-nos a ser solidários com os pobres e injustiçados.
Responsáveis: Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora, Terço dos Homens, RCC, Quadras: 07 e 08, Academias: RM e D’magnus, Moto taxistas e Colégio Lourival Parente.

DIA 03/12 - TERÇA FEIRA
6h Novena e Missa; 18h30 Reza do Santo Terço; 19h Santa Missa.
Tema: Maria, templo do Espírito Santo e serva da graça divina, amparai a protegei a humanidade.
 Responsáveis: Comunidade São Francisco de Assis, Catequese de Crianças e Adultos, Grupo Mãe Rainha, Grupo de Evangelho São João, Quadras: 09,10 e 11, Colégios Menino Deus e Paraíso da Criança, Circulo Verde do ECC.

DIA 04/12 - QUARTA FEIRA
6h Novena e Missa; 18h30 Reza do Santo Terço; 19h Santa Missa.
Tema: Maria, mãe da misericórdia, acalentai-nos com a ternura de teu Filho.
Responsáveis: Comunidade Nossa Senhora do Carmo, Equipes de Nossa Senhora, Grupo de Evangelho São Francisco, Colégios: João Henrique e Christus, Armarinho Santa Rita, Quadras: 12,13 e 14, Círculo Azul do ECC.

DIA 05/12 - QUINTA FEIRA
6h Novena e Missa; 18h30 Reza do Santo Terço; 19h Santa Missa
Tema: Coração Imaculado de Maria, ajuda-nos a construir o Reino de Deus e sua justiça.
Responsáveis: Pastoral Familiar, Pastoral da Partilha, Grupo de Evangelho São Paulo, Colégios: Antilhon e Luiz Fortes, Taxistas, Quadras: 15 e 16.

DIA 06/12 - SEXTA FEIRA
6h Novena e Missa; 18h30 Reza do Santo Terço; 19h Santa Missa.
Tema: Maria, que acredistastes na iniciativa e poder de Deus, mostra-nos o caminho que leva a Jesus Cristo.
Responsáveis: Pastoral Litúrgica, Pastoral da pessoa Idosa, Grupo de Evangelho São Pedro, Condomínio Bem Viver, Quadras: 17,18 e 19, Círculo Amarelo do ECC.

DIA 07/12 - SÁBADO
8h Missa com Idosos e Enfermos; 18h30 Reza do Santo Terço; 19h Santa Missa.
Tema: Maria, sacrário do Deus vivo, estrela da nova evangelização, ajuda-nos no serviço da missão.
Responsáveis: Comunidade Nossa Senhora Imaculada Conceição, Apostolado da Oração, Condomínio Santo Antonio, Quadras: 20, 2 1 e 22, Círculo Vermelho do ECC.

DIA 08/12 - DOMINGO - SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO
7h30 Missa festiva - Presidida pelo o Sr. Arcebispo Dom Jacinto
9h Batizados das crianças da catequese
17h Procissão pelas Ruas da comunidade (trazer velas)
18h Missa Campal na Praça Imaculada Conceição
Tema: Renascidos no Cristo Jesus, com Maria a serviço da missão.
Convidados: Todo povo de Deus, devotos (as) de Nossa Senhora.

NOTE BEM

TODOS OS DIAS (exceto sábado e domingo):
6h Novena e Missa;
18h Confissões (exceto sábado e domingo);
18h30 Reza do Santo Terço;
19h Missa com pregação.

DIA 07/12
8h Missa com Idosos e Enfermos.

DIA 08/12
7h30 Santa Missa - Presidida pelo o Sr. Arcebispo Dom Jacinto
9h Batizados das crianças da catequese.
17h Procissão e Missa Solene (campal)

TODAS AS NOITES:
Após a Santa Missa você é convidado a participar da parte social com a confraternização das famílias na Praça da Imaculada. (momento importante para a vivência da comunhão fraterna). Haverá Leilões e Barracas com as delicias gastronômicas (comidas e bebidas) locais e regionais, apresentações artísticas e culturais, música e muita animação. Participe!

Obs: Se você deseja e pode colaborar com alguma jóia para os leilões durante o festejo, ou outro, leve a secretaria paroquial ou ligue para 3227-1118.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Sétima Festa da Mãe de Deus

A Arquidiocese de Teresina realiza a 7ª edição da Festa da Mãe de Deus no próximo sábado dia 12 de outubro, dia da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, em homenagem à Mãe de Deus, com concentração em frente ao Centro Pastoral Paulo VI (Avenida Frei Serafim, 3200), a partir das 6h. 


Na Abertura, às 6h30, haverá celebração eucarística, presidida por dom Jacinto Brito, arcebispo metropolitano, e concelebrada por todo o Clero de Teresina. Na sequência, às 7h30, todos sairão em caminhada pela Avenida Frei Serafim em direção à Igreja Matriz São Benedito, onde será o encerramento com apresentações em homenagem à Maria e coroação de Nossa Senhora. Durante a caminhada, acontecerá a contemplação do terço, distribuída por grupos de oração: Primeiro Mistério – Terço dos Homens, Segundo Mistério – Setor Família, Terceiro Mistério - Apostolado Mãe Rainha, Quarto Mistério - Infância e Adolescência Missionária e Quinto Mistério - Legião de Maria. 


A cada ano um tema é escolhido para motivar a participação de todos na Festa. Neste ano na Festa da Mãe de Deus é apresentado o tema “Eis aí tua Mãe!” (João 19,27). 


A Festa da Mãe de Deus pretende contar com a participação dos fiéis da arquidiocese e de todo o Piauí. A programação prever apresentações artísticas e uma liturgia elaborada com canções em homenagem à Maria e que fazem parte do repertório popular. 


Fonte: Pascom Arquidiocesana

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Paróquia realiza a investidura dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística

Ráurison Ribeiro, o filho do Altíssimo
Da RCC


A Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição, realizou no último domingo (6) a investidura dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística – MECEs. A celebração ocorreu na Igreja Matriz no conjunto Morada Nova e contou com candidatos de quase todas as comunidades paroquiais. 


O celebrante foi o padre Gonçalo Teixeira Lima, coordenador diocesano de pastoral e pároco da Paróquia São Francisco de Assis, bairro Dirceu Arcoverde 1, Forania Sudeste de nossa Arquidiocese. Pe. Gonçalo foi enviado em nome do arcebispo metropolitano dom Jacinto Brito.




Foram investidos veteranos e novatos desse serviço litúrgico. O MECE responde às necessidades objetivas dos fiéis. É destinado, sobretudo aos enfermos e às assembleias litúrgicas nas quais são particularmente numerosos os fiéis que desejam receber a sagrada comunhão.


A disciplina canônica estabelece que ministros Ordinários da sagrada comunhão são o Bispo, o presbítero e o diácono, enquanto que o ministro Extraordinário é o acólito instituído ou o fiel instituído para tal conforme a norma do cânon 230, § 3.


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Começa hoje (01) o Tríduo em homenagem a São Francisco de Assis no Condomínio Vila Tropical

"Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras." (São Francisco de Assis)


São Francisco reconheceu a presença de Jesus Cristo num pobre e sua vida tomou um novo rumo e sentido. Cheio de amor passou a irradiar felicidade, comunhão e solidariedade pelo testemunho de fé. 


Ainda hoje, São Francisco continua a realizar esta missão, por isso iremos celebrar o tríduo de São Francisco de Assis movidos pelo renovado ardor missionário e pelo chamado de Jesus Cristo para que façamos uma profunda experiência do amor de Deus. 


Portanto, convidamos todos os devotos de São Francisco de Assis para celebrarmos juntos esta festa de vida e amor. 


Paz e bem! 
Atenciosamente,
Comunidade Eclesial do Condomínio Vila Tropical


Programação diária

Durante os três dias haverá: 
 - Às 19h a reza do Terço;
 - Às 19h30 a Santa Missa.
 - Após a Santa Missa teremos a confraternização das famílias no salão de festas do Condomínio Vila Tropical com venda de comidas e bebidas típicas de nosso Estado


Programação Litúrgica

Terça-feira, 01 de outubro
Tema: São Francisco, homem de fé e oração. 
Convidados: 
 - Condomínio Vila Tropical - Blocos 01, 02 e 03 
 - Comunidade Santa Rita 
 - Encontro de Casais com Cristo (ECC)
 - Comunidade São Francisco das Chagas (Lourival Parente)


Quarta-feira, 02 de outubro
Tema: São Francisco, exemplo de humildade e solidariedade para a juventude 
Convidados: 
 - Condomínio Vila Tropical- Blocos 04, 05 e 06 
 - Comunidade Nossa Senhora da Imaculada Conceição
 - Comunidade Santo Expedito
 - Encontro de Jovens com Cristo (EJC)
 - Juventude Franciscana do Brasil (JUFRA)


Quinta-feira, 03 de outubro
Tema: São Francisco nos ensina a viver a boa nova do reino de Deus. 
Convidados: 
Condomínio Vila Tropical - Blocos 07, 08 e 09  - Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora
 - Comunidade Nossa Senhora do Carmo 
 - Coroinhas 
 - Terço dos homens 


Sexta-feira, 04 de outubro
Festa de São Francisco
 - Às 17h procissão e Santa Missa da Festa na Comunidade São Francisco das Chagas. (Lourival Parente)
Pede-se que sejam portadas velas
Convidados: Todo povo de Deus


Com informações da Secretaria Paroquial